A carga tributária brasileira é uma das mais altas do mundo, como bem disse o nosso grande poeta, Antonio Carlos Jobim, “O Brasil não é para amadores” e mesmo com o alto custo dos produtos, serviços e encargos financeiros o Brasil no “Rebolation” tem crescido e recentemente anunciou novas quedas do desemprego.
Motivos pra comemorar? Claro! Porem, se observarmos o tamanho desse país, o potencial humano desperdiçado pela falta de incentivos e investimento da indústria na base da política assistencialista, veremos que estamos nos contentando com muito pouco.
Qualquer empresário de uma empresa privada certamente já teria demitido o gestor desse negócio “Brasil” por falta de resultados como fez o Palmeiras demitindo o técnico Muricy Ramalho pelo mau desempenho do time e, veja bem, foram apenas 8 meses de trabalho, por favor, sem fazer paralelos, até por que, esse mesmo empresário não teria nem contratado alguém sem experiência e muito menos sem formação alguma, alias me desculpem, é sim formado, pela “escola da vida” e sabemos bem o que isso significa.
O desenvolvimento lento da indústria, a falta de investimento e interesse em se criar novos negócios gera um déficit de crescimento econômico x oportunidade, a mesma bolha criada na ditadura que resultou no que é chamada, década perdida, criou-se nos últimos 8 anos. Com a falta de novas propostas de desenvolvimento teremos no mínimo mais 8 anos pela frente até que as propostas do seu sucessor criem oportunidades reais para cada brasileiro.
Se por um lado a indústria cresce lenta pelos altos impostos, por outro a Igreja cresce em ritmo acelerado, pela falta de impostos. Proliferam Pastores, Apóstolos, Missionários e Bispos, compram emissoras de TV, criam suas próprias transmissoras de TV a Cabo, alugam estádios de futebol e transmitem ao vivo o show da Fé.org, quando não estão pedindo contribuições que chegam aos caixas livres de impostos.
Enquanto a China desenvolve métodos mais eficientes e baratos de produção e cresce a 11,4% , a Índia com soluções em tecnologia a 8,5% o Brasil em seus míseros 1,9% tem como principal proposta o Programa de Aceleração do Crescimento, uma piada nacional, que transforma todos os brasileiros em crentes na solução divina.
Propaganda, é a alma do negócio.
Até Breve.
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