sexta-feira, 25 de junho de 2010

Um País Competitivo

O Brasil parece que vive uma alucinação coletiva. Minha mãe sempre me disse quem nunca viu melado, quando vê, se lambuza.

É obvio que o desenvolvimento de qualquer negócio só acontece com parcerias, taxas de juros acessíveis que viabilizem investimentos para empregar, aumentar a produção e por fim, vender, para isso é necessário infraestrutura, aeroportos, portos, trens e rodovias para escoar a produção.

Temos uma nova geração de profissionais, que de acordo com estudos, apenas 20% ocupam cargos de liderança. E os outros 80% que também se preparou e investiu na carreira? Está subordinada aos mesmos 20%? É Preciso ampliar o espaço para estes profissionais ensinarem outros, só assim teremos condições reais com oportunidade para todos, ou corremos o risco de ter especialistas frustrados.

Vivemos nos últimos 30 anos sofrendo com o subdesenvolvimento e, quando temos a oportunidade de fazer a lição de casa, deixamos de nos tornar competitivos, para nos envolvemos em negociações aliados a países com interesses escusos e seus lideres ainda mais intrigantes mesmo nunca nos envolvendo em guerras, ser credores de bancos internacionais e ter como maior programa de governo acabar com a fome do país, isso é desenvolvimento para o brasileiro??

Depois da estabilidade da moeda, não tivemos nenhuma estratégia que garanta que nos tornemos um país competitivo, vivemos a bonança do que foi plantado a mais de 10 anos, porem, extremamente perigosa caso a estrutura dessa potência econômica, Brasil, não for devidamente sustentada, pois nenhuma colheita, dura para vida toda.

Precisamos de estratégias, ações que garantam abertura de mercados, desenvolvimento da indústria e da tecnologia, oportunidade para novos empreendedores brasileiros, fortalecerem as empresas brasileiras, financiada em Reais para nós, Brasileiros, que cada dia mais conclui os estudos por conta própria, frequenta a faculdade em busca da oportunidade de ter seu emprego para poder crescer, ser promovido, formar uma família e incentivar seus filhos a estudar em um país desenvolvido e contribuir para essa nação.

O Brasil tem as maiores colônias fora do país, essas pessoas, muitos formados, ou por que não conseguiram um posto de trabalho ou enxergaram alem das miseras condições pregadas aqui como conquista da sociedade e deixam a família, filhos, entes queridos para se sujeitar a subempregos que pagam três, quatro vezes mais que o mesmo posto na sua pátria, só assim, sofrendo de saudade, passando apuros, sem sistema de saúde público, em terra estrangeira conseguem fazer o seu pé de meia para conquistar a tão sonhada liberdade e empreender ou ter sua casa própria, essa é tão aclamada condição brasileira?

As catástrofes que acompanhamos, atingindo inicialmente a maior cidade do país, deixando São Paulo debaixo d’água, fazendo a opinião publica atacar veementemente as condições da cidade, foi apenas a ponta do icberg, demonstrando que não é apenas um ponto isolado, mas um problema crônico castigando famílias em todas as regiões, pessoas que instalaram suas casas de forma precária, amontoadas em cima de um lixão, em condições subumana, que impressionaram vistas da televisão, imaginem a situação do local, porem, a única forma destes, seres humanos, que viviam muito próximos dessa, economia que vai bem, sobreviverem, as margens, dessa sociedade que quer acreditar que tudo vai bem.

Como brasileiro me sinto sócio desse negócio Brasil e, dessa forma, não pactuo com os absurdos ouvidos, vistos e presenciado, a quantidade de pessoas disputando o mesmo metro quadrado por questões de sobrevivência, por que em outro lugar nem as migalhas lhes sobram.

Este país possui um defeito crônico de inferioridade e, enquanto o povo não perceber que pode mais, que tem direito a mais e, exigir mais, serão tratados como escravos da miséria.

Eu acredito que o Brasil pode mais, eu quero mais, e não vou deixar por menos!

Até breve.

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