quinta-feira, 31 de março de 2011

Mobilização esportiva

Negociações milionárias de jogadores sem perspectiva de valorização, ou mesmo de revenda, motivadas apenas pelo emocional agregado, reduz o tempo de maturidade da relação e aproximação com a torcida, transformada em vendas.

Os clubes brasileiros descobriram uma receita fácil, instantânea de trazer dinheiro aos caixas dos clubes, as vezes, mesmo colocando em risco o resultado do futebol. Há pouco tempo testemunhamos a frustrante campanha de comemoração do centenário de um grande time paulista, que não cumpriu sua promessa de um feito histórico, a conquista de um título inédito, devido ao mau desempenho de jogadores fora de forma, longe do ideal para acompanhar esse tipo de competição, o resultado, foram e, serão cobrados veementemente pela a torcida. Por outro lado, assistimos a conquista histórica, também centenária da artilharia, de um goleiro, um feito incomum, estruturado em longo prazo, com dedicação e superação de ambos os lados, que vai alem das cifras.

A grande vantagem do futebol em relação as companhias e as empresas, que lutam para conquistar a atenção dos seus consumidores é a paixão, o amor, a devoção, a dedicação de cada torcedor, que mesmo diante da derrota veste a camisa do time e cobra seus dirigentes. Uma relação intangível, quando cuidadosamente administrada gera frutos hoje e, fomenta a colheita amanhã.

Entretanto as companhias e empresas possuem a expertise gerencial, muito distante da realidade do clube brasileiro mais organizado e, assim, planejam seu futuro com mais segurança. Talvez esse seja o motivo da frieza com que algumas empresas conduzem suas atividades, o break even point, a busca pelo ponto de equilíbrio financeiro, estrangula ações emocionais, por não aparecerem no fluxo de caixa hoje e, comprometem a rentabilidade no futuro.



A simbiose entre essas áreas vai alem da marca estampada nas camisas, ou do relacionamento nos camarotes do clássico de domingo, permeia pela empatia de cada pessoa e, alcança sentimentos que superam as necessidades administrativas, comerciais e operacionais, desvincula o preço e agrega desejo. Se cada gestor de marketing vivesse a totalidade da experiência futebolística alem das quatro linhas, seria o artilheiro do seu seguimento, mesmo fora de forma.


Até breve

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