No Brasil as situações mais improváveis são transformadas em oportunidades, nem sempre visíveis, mesmo para os mais atentos. Os cases de empreendedorismo confundem-se a relatos folclóricos, feitos extraordinários de homens comuns, heróis contemporâneos cada vez mais confundidos com Robin Hood, ou na versão Tupiniquim, Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião.
Polarizado entre os grandes conglomerados e os pequenos e micro empresários, em que destes primeiros, estabelecidos em grande parte, por herança, e grupos de investimentos, que multiplicam suas fortunas na base de especulação financeira, compra de papeis e supervalorização de empresas como FaceBook, e o segundo escalão, empreendedores formados basicamente por profissionais liberais, entre outros guerreiros que empregam todas as economias para montar pequenos comércios ou prestadoras de serviço.
Nos tramites, ambos têm problemas, distintos, porem, decisivos para prosperidade das atividades e diferenciação nas estatísticas que demonstram o crescimento da economia brasileira. No caso das empresas familiares, o excesso de intimidade e a falta de profissionalismo podem comprometer o negócio, dissolvido pelos problemas e interesses individuais, desviando o foco do objetivo central.
Grandes grupos, a partir do momento em que decidem investir no Brasil, contam com a carga de impostos estelares, burocracia para aprovações e liberações dos órgãos, legislação lenta e falha, sem falar na mão de obra desqualificada e imatura apoiada pela Consolidação das Leis do Trabalho, a CLT.
Já os Micro e Pequenos Empresários, muitos constituem seus negócios de forma irregular, seja devido a montanha tributária, ou pelo arrocho trabalhista mal conseguem a documentação necessária para realizar empréstimos nos órgãos de incentivo como BNDES, para desenvolverem seus lucros, que dirá fôlego e aguentar o juro praticado pelo mercado bancário mais rentável do mundo. Assim, trocando 6 por meia dúzia, a largos passos de tartaruga, fazem da economia informal o pilar de sustentação da economia brasileira. Um orgulho!
O Brasil, 512 anos depois, permanece uma província, um país patriarcal, um sistema assistencialista, interessante para ambos os lados, os políticos fingem que governam e o povo finge que cobra, assim, a primeira parte parlamenta em causa própria, enquanto o povo recebe migalhas sem ter que trabalhar, tratados como bichos, invadem propriedades privadas, se submetem a condições desumanas, vivendo em locais sem saneamento, sem a menor infraestrutura, mas sempre, com uma criança nos braços, quando não, com outro em avançada gestação.
Por outro lado, desenvolvemos nossa consciência, e como bandeira, a defesa do meio ambiente, mais rígido do que qualquer país desenvolvido, a legislação segue a lógica do mercado, de acordo com o interesse dos acordos, embarga obras de transporte publico, proíbe instalações fabris, mas libera ocupações irregulares. Não prevê as compensações dos impactos necessários para um país com uma população de 200 milhões, e age como censor, dizendo o que não pode, mas não apresentam uma proposta de contrapartida pela ocupação humana na terra,e fica cada ong no seu quadrado.
Estudo, planejamento, análise da concorrência e do ambiente, itens básicos de qualquer curso de ADM ou MKT. No Brasil diferente de uma linha de produção, não existe receita ou garantia dos exemplos de sucesso para motivação de outros empreendedores, tão escassos quanto os guerreiros comprometidos com ideologias, envoltos por histórias de garimpeiros das oportunidades, muito distante de nós, meros mortais sem super poderes ou uma Winchester 22.
O insumo de um país são as pessoas, icentivar gestores, realizadores que necessitam de apoio, valorização e estimulo para continuarem a crescer, desenvolvendo negócios, desenvolvendo o país, garantindo o direito de todas as pessoas, respeito e dignidade.
Até breve,