Recentemente atingimos os impressionantes 7 bilhões de seres humanos habitando o Planeta Terra, feito extraordinário para uma aula de ciência sobre reprodução ou de agronomia, a fim de garantir o sustento de toda essa galera, paralelamente crítica para uma aula de economia e meio ambiente, preocupadas com o excesso de pessoas consumindo cada vez mais, do que a capacidade do mundo tem de se regenerar, tornando essa façanha global um dos maiores desafios dos 7 continentes.
A revolução indústrial do início do século XVIII sintetizou a manufatura, até a revolução tecnológica do século XX que sistematizou a eficiência produtiva, comprometeu o sustento de famílias inteiras, e favoreceu políticas assistencialistas, que subsidiam parte da população que não consegue trabalho e o próprio sustento, com parte dos impostos da produção indústrial e do comércio destinando os recursos de infraestrutura, saúde entre outros investimentos de desenvolvimento para subsistência da população carente, comprometendo seu potencial produtivo de longo prazo e consequentemente de toda engrenagem desse sistema. Temos como exemplos a Grécia e Portugal, que, a beira da falência, foram obrigados a implementar medidas de austeridade totalmente contrária as políticas estabelecidas por esses governos.
Evidentemente incapazes de manter a lei básica da economia, o equilíbrio financeiro e produtivo, respeitando os direitos dos seres humanos, procuramos em outros continentes uma forma barata de atender nossas necessidades, por meio de um pais com uma politica interna comunista como a China, em que os cidadãos não possuem direitos e são militarmente cobrados por seus deveres, garantindo uma competitiva politica externa capitalista, atraindo a produção de grande parte do que se consome no resto do mundo a preços rasteiros com seu sistema sustentado pela mão de obra em condições de quase escravidão, camuflados por índices de desenvolvimento humano (IDH) superiores aos europeus, e altos níveis de alfabetização, convenientemente produzidos nas mesmas bases que as garantias das patentes que circulam na sua capital.
Durante essa trajetória, não ficou claro o que são escolhas ou o que são consequências, instituímos nossa capacidade de viver em sociedade como forma de sobrevivência, nosso comportamento criou o mercado. Por determinados ou indeterminados motivos, desenvolvemos produtos, por benefícios ou caracteristicas que alteram nossas decisões e, dessa forma tornamos habito remediar, produzindo o antidoto para os efeitos, causados pela dor ou pelo amor.
A transformação das relações produtivas estão por todos os lados, do escambo ao movimento do mercado fonográfico, na velocidade da troca de dados, vêem seus direitos reduzidos a bits vagando pela rede mundial ignorando relações econômicas e, o que antes era potencial de mercado, hoje é vilão a ser combatido. A pergunta é: temos força para combate-lo? Ou devemos nos juntar a ele e potencializar seus efeitos de propagação?
E nós, o que temos feito?
Neste cenário o Brasil aponta como uma das economias pujantes, e o governo sinaliza com medidas econômicas paliativas. Incentivando o consumo reduzindo juros do dinheiro de quem compra sem se preocupar com quem vende, retardando decisões substanciais nas relações de trabalho, deixando de facilitar a regulamentação, reduzir custos e incentivar abertura de novas vagas. Gira a engrenagem em falso, criando a sensação momentânea de crescimento sustentado pela alavancagem financeira, sem lastro, sem falar nas garantias e responsabilidade jurídicas de propriedade, dos contratos e direitos de patentes
Um país democrático e desenvolvido favorece um ambiente de confiança para investidores e trabalhadores caminharem juntos, exorciza o fantasma do desemprego, pavimenta o desenvolvimento fortalecendo a educação, valorizando os profissionais, porque o país do futuro nós construímos hoje!
Até breve,