sexta-feira, 5 de outubro de 2012

O que você vai ser quando crescer?



Uma pergunta feita se não a todas, a grande parte das pessoas quando criança, não que a resposta precoce seja compromisso para realidade, até porque os caminhos traçados com antecedência por uns, podem ser alterados uma vez, ou diversas vezes na sua trajetória, ou mesmo os que passam a vida e não descobrem a resposta para essa "simples" pergunta.


Nas décadas 70 e 80 refletia o conservadorismo nas opções dos vestibulandos, muitos compelidos pelos país, aos cursos mais disputados de Administração, Engenharia, Direito, Odontologia, até para o empavoamento de muito progenitor, a Medicina eram as únicas apostas para uma carreira de sucesso.


Mais tarde nos anos 90 e na ultima década acentuaram as escolhas por outras áreas do conhecimento, Hotelaria, Moda, Designer, Meio Ambiente e Nutrição dadas como diferencial no mercado de trabalho eram opção de escolha pessoal “trabalhar com aquilo que gosta”, logo, substituído pelo profissional “que gosta naquilo que trabalha”, pois muitos formandos em Engenharia são bem sucedidos em administração, dentistas excelentes vendedores, mas, infelizmente existem muitos formados que não chegaram nem perto de um hotel, de uma passarela ou desenvolveram algum projeto de proteção ambiental.


Mesmo assim, poucos se aventuram pelos riscos e a independência do Empreendedorismo, montar o negócio próprio, seja por falta de capital ou por falta de conhecimento, a única desculpa inaceitável é a falta de tino. Empreender é uma doutrina dotada de conhecimentos reproduzidos por métodos aplicáveis desde um empreendedor individual, o conhecido como Autônomo, e que deve ser administrado como tal, para desenvolver seu potencial e quem sabe abrir postos de trabalho empregando outras pessoas, até as grandes empresas com longas folhas de pagamento.


Porem, a decisão de atuação de um empreendimento deve estar alinhada ao conhecimento adquirido e orientado pelo plano de negócio, optando pela disputa de fatia de mercado existente, ou pelo desenvolvimento de novos produtos ou serviços, além disso o empreendedor deve controlar os números de sua empresa de perto e os da concorrência com uma lupa, observando as possíveis falhas e as oportunidades de diferenciar sua atuação e ampliar seus lucros.


Alguns empreendedores dizem que é dom, outros tocam o negócio da família, há os que compram o negócio pronto, e os que só passam o ponto, existem as franquias, os microempresários, há ainda os informais que no Brasil representam 30% da economia, 16,8% do PIB ou falando em money R$ 695,7 bilhões. Com a recente, tímida é verdade, mas já é uma diminuição dos juros, a tendência é que a formalidade aumente, as pessoas comprovando sua renda comprem mais, e as empresas aumentando seu capital de giro ampliem sua capacidade de produção.


Nenhuma criança sonha em se tornar um empreendedor, porem, somente agindo de forma ativa, como decisores das próprias ações, conseguiremos responder a questão no início do texto com propriedade.


Encerro essa singela homenagem ao dia do empreendedor, sobreviventes nesse país, que só pelo fato de tentar já é uma vitória, com um trecho da entrevista do Ferreira Gullar, poeta e crítico, ex-militante do Partido Comunista: “Não tenho dúvida nenhuma de que o socialismo acabou, só alguns malucos insistem no contrário” na VEJA;



“A luta dos trabalhadores, o movimento sindical, a tomada de consciência dos direitos, tudo isso fez melhorar a relação capital-trabalho. O que está errado é achar, como Marx diz, que quem produza riqueza é o trabalhador e o capitalista só o explora. É bobagem. Sem a empresa, não existe riqueza. Um depende do outro. O empresário é um intelectual que, em vez de escrever poesias, monta empresas. É um criador, um indivíduo que faz coisas novas.”



Até breve.