terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Brasileiros e Brasileiras


Acho no mínimo curioso, em plena transformação contemporânea da sociedade que as pessoas que mais têm voz, são exatamente as que dependem da popularidade, comentaristas especulam sobre assuntos sociológicos profundos, retratando o caos diário, barbáries da miséria humana em folhetim, confundindo a realidade com ficção na busca irresponsável pela audiência e ficam surpresos, pela nivelação com entidades políticas.

Somente após a consumação de fatos, previsíveis deve-se dizer, que infelizmente culminaram na morte do cinegrafista Santiago Andrade, se manifestam, agora, com revolta, como se fossem pegas de surpresa? Sendo que a crescente criminalidade generalizada pelo país acumula mais de 6 meses, e só em São Paulo teve ônibus e carros, de pessoas que nada tinham a ver queimados diariamente em janeiro de 2014, justamente porque jornalistas e cults de plantão recriminaram a polícia por exercer sua função de forma eficiente a fim de fazer cumprir a lei, só então, perceberam com quem estão lidando?

A desmoralização das instituições como plataforma de governo e política de aproximação popular, caracteriza, ou deveria, incorrer na falta de decoro, e se fossemos um país sério, já teríamos destituído esse governo, que visivelmente trabalha no projeto de poder partidário permanente, comprovado pela falta de interesse no combate alfandegário permitindo a infestação de produtos ilegais produzidos na China a base de políticas indiscutivelmente de “mais-valia” empregado por Karl Marx, execrando a existência do lucro como gerador da competitividade e desenvolvimento das empresas brasileiras, que são sufocadas por uma economia desprovida de políticas e infraestrutura comercial internacionais que permitam o aumento do medíocre “PIBinho”.

Com desfaçatez institui programas assistencialistas paliativos sem tratar efetivamente as causas, permissivos as ocupações irregulares que se propagam nos grandes centros pela falta de competência para desenvolver atrativos em outras regiões de um país com dimensões continentais, trazendo mais médicos formados em outro país que tem como população total 5% da população brasileira, com seus 11 milhões de Cubanos, mesmos os adeptos ao regime Castrista, diante das mazelas e dimensões brasileiras começam a apresentar descontentamento.



Falta de fé e respeito pelas instituições demonstram o descontrole social, seres humanos sem objetivo ou senso de prioridade dispensam a base do conhecimento como alicerce, e consolidam no consumo imediatista a identidade do futuro da nação, autoridades dedicadas aos interesses supérfluos de adolescentes mal criados por pais irresponsáveis, que encontraram no dinheiro a sustentação social e justificativa pela falta de respeito ao próximo.

A “Voz das Ruas” das manifestações pacíficas do inicio dos movimentos em junho de 2013, onde milhares de pessoas tomaram o Congresso Nacional, foram anuladas por conveniência da situação, com a manipulação criminosa de um ato inicialmente legítimo, que foi deturpado e desviado de seu verdadeiro propósito, caracterizado pela demonstração de ódio à imprensa, ilustrando a descrença no sistema, e pela falta de integridade disseminada no país, traduzido na formação de grupos de justiceiros, anarquistas, black blocs ou defensores dos animais, que se apropriam da espada da vingança na falta confiança na justiça.

Maturidade civil não se transfere por benefício do governo, valores não se adquire no Shopping e a educação não se rouba de nenhum mestre. “É tão difícil e perigoso querer libertar um povo disposto a escravidão, como reduzir à servidão um povo que queira viver livre Maquiavel.

A guerra de classes promovida pelos interessados no capital político da popularidade causará efeitos danosos e profundos ao país, não se constrói uma nação dividida, instituídos por regimes autoritários, interessados no caos e na desordem como ferramenta de abalo à Democracia, para regulamentação e controle estatal, concretizando com sucesso o plano de poder dos que antes se classificavam como, sendo a diferença, nas costas do proletariado, e hoje de tão iguais, se misturam na permanência no poder e no atraso de vida dos brasileiros e brasileiras.



Até breve.

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