terça-feira, 8 de agosto de 2017

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come!

Na semana passada assistimos ao filme “The Founder” que conta a história do Mc’Donalds, da concepção de inovação dos irmãos Dick e Maurice Mc’Donald a expansão das lojas de Ray Croc.

Percebemos então que estamos muito mais rodeados de Rays do que dos irmãos Dick e Maurice, agentes que promentem atender as demandas urgentes de forma instantânea, tirando o coelho da cartola por receitas imediatas desprezam o tempo necessário de planejamento, estudo, inspiração, dedicação e cuidado para conceber ou aprimorar uma nova ideia, por isso nosso tempo está marcado pela mesmice, excesso de recall, serviços de pessima qualidade e como resultado a deterioração dos valores das marcas, as mesmas receitas com embalagens diferentes enagnam apenas uma única vez.

No Longa metragem salta aos olhos a forma como Ray se apropria dos diferenciais revolucionários no sistema de produção e supera sua importância com a expansão das lojas, ignorando as convensões morais de propriedade da concepção de um sistema inovador de produção de hamburgueres e do sobrenome da familia, em troca do potencial de valor da cadeia de projeção nacional.

Natural o balanço apoiado nas mais diferentes teses, desde que ele roubou os irmãos, até a condencendência de que ele criou milhares de empregos, que não teriam sido criados caso não houvesse expansão com a subutilização de um sistema tão moderno e eficiente, atual ao crescimento das cidades de todo o mundo.

Mas se traçarmos um paralelo da história do Mc’Donalds com o capitalismo que vivemos hoje, estamos mais cercados de RaysCrocs do que de Dick e Maurice.

Hoje percebemos a forte valorização das derivações do que propriamente das criações, o que quero dizer, que grandes companhias, centenárias, muitas sustentadas nas histórias locais sendo adiquiridas por multinacionais insípidas, com um único propósito de potencialização da lucratividade a todo custo, do jeito mais facíl, e na minha humilde opnião mais burro, mas, corte de custos, corte de gastos, demissões de pessoas e o distanciamento de produtos da sua forma original de produção para novas matrizes escalonadas.

Dessa forma, perdemos todos, da fidelização de marcas, valor agregado de produtos trocados por promoções dos jornais de oferta, dos empréstimos bancários seguro descontados diretamente na folha dos aposentados em vez da aprovação de crédito de risco aos empreendedores desenvolvedores de postos de trabalho.

Vivemos num mundo Ray Crocs, da maximização dos lucros sem lastro social, fadados aos enlatados sem gosto de longo alcance.





Até breve.