sexta-feira, 19 de abril de 2019
Tragédias planejadas
Se os últimos anos se arrastaram para acabar, seja pela fadiga financeira de uma promessa que não se cumpriu, ilusões frustradas de um futuro que insiste em não acontecer, discussões puídas, rivalidades politicas fictícias entre ele não e ele sim, 2019 veio para colocar cada ser vivo no seu devido lugar demarcado na poltrona da vida.
Expectadores incrédulos e impotentes das tragédias deste início de ano, entre rompimento de barragens que além das centenas de vidas soterradas e um rastro de destruição incalculável para contabilidade dos sobreviventes entre outros desastres ambientais dos quais não temos ingerência não podemos alegar que parte delas estavam fora do nosso controle.
As consequências decorrentes das ações do ser humano possuem métodos e conhecimento disponível para evitarmos ou mesmo conduzir sua evolução de forma profissional e positiva, e seguindo o princípio do direito que ninguém pode alegar o desconhecimento das leis, essas consequências são derivadas de interesses ou do descaso dos envolvidos.
Os maiores desafios das startups ou dos negócios iniciantes a é a superação do seu break even, seu ponto de equilíbrio, ou também chamado de payback. Todo empresário que inicia seu negócio concentra-se no produto ou serviço de sua especialidade, parte fundamental de qualquer business, no entanto, isso é a penas a ponta de uma cadeia de conhecimentos que o empreendedor terá que se preocupar para assegurar o equilíbrio financeiro do empreendimento.
Dessa forma, o planejamento é necessário para qualquer empreitada, ou seja, dimensionamento de mercado, pesquisa de concorrência, fornecedores, impostos, obrigações legais e administrativas para as devidas autorizações e alvarás estabelecendo não somente a estimativa do montante necessário para investimento como toda capacidade técnica envolvida.
Esse estudo que estabelece o valor de investimento inicial, custos que demandam especial atenção já que é ai que a grande maioria falha, no dimensionamento de capital para fluxo de caixa e o giro do negócio até sua maturação e que e as vendas sejam capaz de cobrir os custos fixos e variáveis com lucro. Um erro comum de dimensionamento, ou na subestimativa dos custos de venda que corroem o percentual de lucro podem causar prejuízo sem que empreendedor se de conta porque seu negócio parece prosperar mas na verdade não dá lucro, uma vez que vende mas não calculadas as margens adequadas ou os custos elevados muitas vezes pode ser fatal, levando o empreendedor buscar empréstimos com taxas acima do retorno que o negócio é capaz de gerar na expectativa de manter sua operação, mas na verdade gira em falso e enterra seus sonhos antes mesmo de começar.
Dessa forma o business plan deve ser usado como guia que estabelece os marcos de chegada para medição dos avanços e possíveis correções durante o processo, pois qualquer variação brusca nos custos pode comprometer o desempenho do negócio, até mesmo sua viabilidade.
O erro nesses modelos variam do risco de falência podendo chegar nos casos mais graves na criminalização da direção, traçando um paralelo desse cenário com a operação nas barragens da Vale do Rio Doce em Mariana e Brumadinho, a linha de investigação segue para identificar se de alguma forma os procedimentos tinham caráter institucional econômico para potencialização dos lucros, identificar possíveis medidas de redução dos parâmetros de segurança da construção ou pela sobrecarga da capacidade de armazenamento das barragens a fim de reduzir os custos.
Infelizmente neste caso nenhuma conclusão que os dados demonstrarão reparará as mortes ou os danos ambientais, consequência de um crime potencializado pela capacidade institucional de desenvolvimento humano irresponsável.
Até breve.
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