quarta-feira, 1 de maio de 2019

GoT "The Big Planning"

Entre as diversas tramas explicitas e implícitas, Game of Thrones esconde sob série de TV uma verdadeira indústria, uma usina do entretenimento que chega a sua 8º e última temporada completando 10 anos de produção. Baseada nos livros A Song of Ice and Fire do escritor George RR Martin, Game of Thrones começou a ser produzida em 2010 pelos roteiristas David Benioff e D. B. Weiss para o canal de TV a cabo HBO.

Com a desculpa de série de TV podemos assistir um incrível modelo de gestão, estratégia, planejamento, operação logística e inovação. As cenas gravadas em locações da Irlanda do Norte, Croácia, Islândia e Espanha promovem um incrível catálogo turístico de encher os olhos. Considerado o maior elenco da televisão, uma verdadeira gestão de talentos que apenas durante a produção da terceira temporada tiveram 257 nomes no elenco, 5000 figurantes, sem contar com os 1000 profissionais de equipe técnica. Em 2014, vários contratos dos atores foram renegociados para incluir a opção de uma sétima temporada, e incluía aumentos de salário que supostamente fizeram do elenco o mais bem pago da televisão a cabo.

Não bastasse as dificuldades cenográficas da produção épica monumental a HBO encomendou uma língua própria dothraki que possuí som único e vocabulário de mais de 1.800 palavras e estrutura gramatical complexa para ser usada na série. De acordo com Ian Bogost autor e produtor de games, Game of Thrones sucede uma série de adaptações bem sucedidas, começando com a trilogia The Lord of the Rings, em 2001, e continuando com a série de filmes Harry Potter, que estabeleceram a fantasia como um gênero com um grande mercado lucrativo e qualidade artística. Game of Thrones é a série de maior audiência da HBO, alcançando uma média de 6.84 milhões de telespectadores na quarta temporada.

Na primeira temporada Game of Thrones obteve uma aprovação de 79/100, baseado em 28 avaliações, indicando "críticas geralmente favoráveis". Tom Goodman, em sua crítica para o The Hollywood Reporter, disse: "em alguns minutos da épica série da HBO, Game of Thrones, fica claro que a expectativa estava certa e que a espera valeu a pena". Mary McNamara do Los Angeles Times escreveu: "...uma grandiosa e trovejante série de intrigas políticas e psicológicas, eriçada com personagens vívidos, cruzadas com enredos tentadores e temperadas com um salpico de fantasia". A segunda temporada também foi muito bem recebida com uma aprovação de 88/100, baseado em 26 avaliações, indicando "aclamação universal".


Uma série amplificada pelas redes sociais, só no Twitter os internautas de todo o mundo, no total foram 7,8 milhões de tweets comentaram sobre o que acharam do terceiro episódio da oitava temporada. O Brasil ficou em 2º lugar atrás apenas dos EUA, entre análises, sátiras e comentários que surgem a cada semana, milhares de pessoas comentam tudo o que acontece em tempo real.

Segundo a Tribuna do norte, por qualquer aspecto que se observe, Game Of Trones é uma série cercada de números superlativos. Nunca antes na história, já ouvi isso em algum lugar, da TV mundial um produto custou tão caro, teve audiência maior, arrecadou tanto e faturou prêmios como a saga da HBO, que exibe a oitava e última temporada. Essa, aliás, foi anunciada como a mais cara de todos tempos, com um orçamento de US$ 15 milhões por episódio.
O retorno mostrou que cada centavo vale a pena. Segundo o jornal The New York Times, a série arredada US$ 1 bilhão anuais para a HBO.


A estreia do último dia 14 de abril foi exibida em 186 países, entres seus recordes o de pirataria não ficaria para trás, com mais de 1 bilhão de visualizações ilegais da 7º temporada.
O Maior maketplace da américa latina, o Mercado Livre registrou um aumento nos itens relacionados a série de 93% nas duas primeiras semanas do mês. No dia seguinte à estreia, no dia 15, os números foram ainda mais surpreendentes: 210% de disparada nas vendas.


O último episódio de GoT, o mais longo da série, com 82 minutos de duração, foi a produção mais ambiciosa de Game of Thrones, quase inteiramente composto por cenas de ação e de efeitos especiais, levou onze semanas para ser feito. Para encenar a batalha da noite os trabalhos tinham início às seis da tarde e podiam se estender até cinco da manhã do dia seguinte.
A estimativa é que as 55 noites de gravação com temperaturas negativas de -14ºC, aqueceram a economia gerando mais de 6 mil empregos entre diretos e indiretos na cidade de Belfast capital da Irlanda do Norte, e o turismo dos fãs injetaram 30 milhões de libras, ou R$153 milhões em reais na economia local.

A complexidade de produção para construção e execução das cenas envolvem tecnologia e expertise para confecção do cenário, equipamentos de cena e qualidade artística que conferem a série autenticidade comprovada pela crescente audiência a cada capítulo.

Um laboratório único que levam toda a equipe ao extremo no desenvolvimento de equipamentos, tecnologia e macetes únicos para surpreender a audiência inovação é fundamental. Os efeitos especiais se desdobram para realizar as adaptações necessárias possibilitando resistência aos longos períodos e as condições de gravação sem preder a fidelidade dos detalhes, resultado de um profundo trabalho de pesquisa e desenvolvimento.

Realmente um show admirável de gestão e programação em seus últimos episódios.




Dracarys,


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