De tempos em tempos o sistema político representativo democrático por meio do voto ainda que sugira aparente transparência e oportunidade de alçar membros da sociedade aos cargos eletivos municipais, estaduais ou federais entra em conflito e suscita críticas dos representados a cada evidência de corrupção ou insatisfação com os resultados.
Invariavelmente ilustrado pelo conhecido ditado que de tempos em tempos fraldas e políticos devem ser trocados, ambos pelo mesmo motivo, demonstram que a permanência seja de figuras seculares ou de aspirantes populares aos cargos públicos implica em ineficiência e vícios inerentes as características falíveis do ser humano envolto de poder.
Diante dessa constatação não espanta que desde a Grécia antiga até hoje essas figuras, representantes dos interesses e vontades do povo não tenham encontrado uma forma mais eficiente que assegure a agilidade orgânica que os avanços culturais permitiram a sociedade e mantenha o modelo monárquico divino de representação política.
Num contraponto a velocidade da evolução tecnológica destitui antigos processos, desconstrói sistemas dissidentes dos mesmos modelos monocráticos da era de transmissão e avaliação da sabedoria sólida para desenvolvimento em conjunto do conhecimento líquido.
O consenso de ruptura dos modelos ultrapassados dispensa validação colegiada e responde em tempo real as necessidades de uma sociedade globalizada carente de soluções estruturais práticas sujeita a soluções temporárias de mandatos quadrienal.
A almejada liturgia inerente aos altos cargos desejada pelos eruditos desconsidera o descompasso, rigidez e lentidão dos processos de resposta aos anseios e necessidade da sociedade cada vez mais com carências evidentes e insolúveis devido ao atraso dos modelos de concepção e resposta que uma sociedade moderna demanda.
Enviar um representante para criação de projetos e desenvolvimento coletivo no ambiente político atestou seu fracasso na polarização de ideias, retrocesso consensual, proposito e feedbak, resposta as bases eleitorais, ou seja, parlamentos abarrotados de boas intenções com resultados sofríveis na suada democracia brasileira. Estados quebrados, desmandos, ingerência, corrupção, altas taxas de desemprego, índices de escolaridade e IDH abaixo da média comparado apenas com emergentes. E seguimos fiéis inertes aguardando uma solução divina de uma mente notável repetindo os mesmos modelos de péssimo resultados.
Nos modelos líquidos agilidade, confiabilidade e segurança dos sistemas de software contam com a chamada redundância a fim de garantir que em caso de falha haja um backup, uma pista paralela que assegure o tráfego de informações vitais, exatamente o que modelos democráticos representativos super populacionais deveriam contemplar.
Anteriormente a possibilidade da realização de plebiscitos para tomada de decisão das escolhas mais democrática, a preocupação se dá na concepção da ideia, projetos de lei grosso modo desconsideram parte significativa populacional pois é impossível assegurar as necessidades individuais de populações de cidades como São Paulo em 4 anos considerado elaboração do projeto, tramitação, organização de apoio, execução até a conclusão muitos projetos caem em desuso e ficam obsoletos antes da entrega ou mesmo se tornam aberrações faraônicas inacabadas ou elefantes como Minhocão,(elevado Costa e Silva, ligação leste oeste São Paulo.)
Levando em conta a modernização e desenvolvimento do conhecimento em que não existe mais acadêmicos formados, mas, estudiosos em constante formação alinhados a velocidade dos modelos, os centros de ensino as universidades deveriam compor o processo de organização das áreas de conhecimento transformando os projetos sociais em pesquisa de campo, desenvolvimento e proposta de projetos como avaliação e efetivação no mercado de trabalho.
O esforço de modernização e integração social e mercadológico das universidades na redução do gap, da distância acadêmica para prática, numa disputa universitária assegurando o dimensionamento holístico de projetos de impacto social complexo submetendo seus projetos de soluções econômicas, urbanísticas, logísticos, agrários, demográficos, enfim, de todas as áreas do conhecimento para defesa dos representante para aplicação efetiva numa disputa de geração de valor, conhecimento e efetiva democratização com base nas necessidades locais baseadas em estudos prévios transformados em propostas acadêmicas para consolidação em projeto de lei como objetivo prático e diferenciação entre as demais universidades.
Somente integrando sociedade de forma ativa assumiremos a responsabilidade pelas consequências de forma prática nomeando seus responsáveis a exemplo da mão invisível de Adam Smith, que o mercado tem o poder de alto regulamentação. Os calouros escolheriam suas universidades com base nos projetos vencedores e a população escolheria seus representantes com base na eficiência dos projetos apresentados, conferidos e acompanhados pelos acadêmicos em formação. Uma forma de redundância e eficiência entre conhecimento, sociedade, representação e evolução da inteligencia coletiva.
Chega de retrocesso, FlaxFlu só no Maracanã.