A necessidade de mensuração dos resultados seja de uma empresa ou pais, neste último representado fortemente pelo PIB, que buscam monitorar aspectos de eficiência e evolução das atividades ao longo do tempo e presume o bem-estar social exclusivamente a partir do crescimento de um único indicador está em transformação.
Uma vez que os modelos existentes não correspondem as condições reais das demandas emergentes novas direções indicam a necessidade de parâmetros ambientais, não apenas voltadas a degradação do meio ambiente, mas, que interprete em profundidade a complexidade do tecido social.
O conceito de ESG (Environmental, Social and Governance) Ambiental, Social e Governança estabelece uma nova dinâmica das atividades humanas em sua totalidade no que está sendo chamado de “PIB-Aperfeiçoado ”, encerrando um tempo que os resultados justificam os meios, substituído pela dimensão exponencial da rede, consumidores, investidores, e colaboradores passam a integrar a repercussão ou indicadores das atividades de empresas ou governos.
É certo que estamos cheios de siglas PDCA, SWOT, BCG, entre tantas outras que cada área desenvolve conferindo metodologias e processos a fim de estabelecer maneiras de difundir, implementar e prosperar na busca pela eficiência dos seus modelos.
E tão certo quanto o objetivo são as dificuldades que impedem o avanço das intenções por melhores que sejam as práticas, seja pelo entendimento do conteúdo, ou formato execução. Já notaram que normalmente é mais difícil falar uma palavra errada, do que a palavra certa? Mas por que algumas pessoas substituem o mais fácil pelo mais difícil?
Diretrizes dependem da autoridade de quem coordena e orienta a embarcação, ou seja, do Capitão, quem determina o destino e estabelece o objetivo em comum a ser atingido com a tripulação, no entanto é o dia a dia que confere sua legitimidade e garantia de chegada ao destino.
O dimensionamento das habilidades dos marujos no convés, o provisionamento para sobrevivência durante a jornada, o conhecimento para orientação e superação das tempestades e os demais desafios em alto mar determinam a confiança dos tripulantes.
Diante do aumento e constância das tempestades juntamente com a quantidade de embarcações dividindo o oceano se torna obrigatório que Capitães, Tripulantes e Passageiros observem uns aos outros a fim de assegurar que as diretrizes e objetivos individuais não colidam com os demais navios que cruzam os mares.
Dessa forma, é necessário assegurar não apenas condutas adequadas, mas valores a serem garantidos e respeitados independente da embarcação seja a que você navegue ou a que vem em sua direção ambas ameaçam a sua viagem.
Antes de achar que só o casco do seu navio importa, pense que os outros navios, o mar e o tempo influenciam sua viagem.
ESG (Environmental, Social and Governance) Ambiental, Social e Governança.
A integração ambiental inclui toda a cadeia, mais que envolvimento é necessário comprometimento, os resultados levados cada vez mais a patamares financeiros com IPO das companhias, negociação de papeis em bolsa de valores, dependem da reputação dessas empresas, quais suas politicas internas? Qual sua postura diante das discussões mais agudas da sociedade?
Esse ambiente dinâmico e comprometido exige uma postura ativa de seus representantes, atuando para assegurar resultados além do faturamento, mas em toda a esfera da sociedade.
Podemos comemorar como um avanço cultural, mesmo que independente da vontade individual necessária em modelos colaborativos exponenciais.
Moral é aquilo que você faz quando está todo mundo olhando. Ética é aquilo que você faz quando ninguém está olhando.
Mercado de consumo depende do acesso e poder de compra dos consumidores e da variedade de oferta de produtos e empresas concorrentes que competem pelo desenvolvimento de novos produtos e melhores preços.
A maturidade do mercado se mede pelo potencial de oferta, acesso de novas marcas e absorção pelo poder de compra e escolha de consumidores atraídos por produtos e serviços que atendam mais que as necessidades os seus desejos, descritos na pirâmide de Maslow de pertencimento e realização pessoal.
Nesse cenário ideal a distribuição de renda promovida pelo equilíbrio entre a oferta de empresas e a demanda dos consumidores sustentam a economia num círculo virtuoso de prosperidade gerando valor, desenvolvimento social e oportunidades.
No Brasil o mercado de consumo se consolidou mais pelo poder econômico do que pelo desenvolvimento do mercado e de produtos, no ganho de escala e oferta produtos básicos potencializando os princípios produtivos e financeiros, maximizando a redução dos custos de produção e financiamento alavancado distanciando cada vez mais a concorrência.
O desequilíbrio da balança econômica promove concentração de mercado que inviabiliza a entrada de concorrentes reduzindo oferta de produtos, postos de trabalho, concentrando o fluxo financeiro aos ganhos de capital substituindo a geração de valor pelo reajuste de preço.
A princípio a redução da concorrência pode parecer o mundo ideal de corporações e o desejo dos acionistas com aquisição da concorrência e domínio das vendas, mas, na realidade esse princípio reduz o horizonte de mercado consumidor e potencial dos ganhos aos consumidores com poder de compra.
Uma das posturas mais ativas durante a Pandemia do Covid-19, empenhada para minimizar os efeitos econômicos do isolamento social é da empresaria Luiza Helena Trajano, presidente do concelho da rede de varejo Magazine Luiza, que tem defendido junto ao governo medidas de apoio econômico aos pequenos empresários, numa inclinação de empatia e esforço de manutenção dos maiores empregadores do país é um ótimo exemplo da sustentabilidade como modelo de negócio.
O MagaLu um fenômeno de valorização da bolsa de valores B3 possui apenas 13% de mercado de varejo, mesmo com a ampliação da atuação digital e a criação do Marketplace a empresa a exemplo dos concorrentes Amazon e Alibaba, amplia a visão de atuação e aprofunda o desenvolvimento de mercado como modelo negócio.
A arquitetura de desenvolvimento de modelos sustentáveis pode ser observada nas ligas esportivas americanas. O Draft é um processo de alocação de jogadores em times de uma liga esportiva profissional, evento comum principalmente em países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão.
Inventado por Bert Bell, comissário da NFL em 1935 como uma medida de manter os times na liga, já que alguns se mostravam insatisfeitos pela dominação de alguns poucos times na liga, o Draft foi adotado pela NBA em 1947, pela NHL em 1963, pela MLB em 1965 e pela MLS em 1996.
O processo de Draft geralmente se dá antes do início da temporada quando existem jogadores que estão inscritos na liga, mas não estão inscritos em nenhum time, cada time alternadamente escolhe um jogador que deseja contratar, aqui é que o modelo se torna sustentável, geralmente os times com o pior desempenho na última temporada tem prioridade de escolher primeiro seus jogadores, uma formula que mantem o equilíbrio e competitividade da categoria.
A sustentabilidade do modelo evita que vários times entrem em guerra por um único jogador através de ofertas diferentes de salários (as chamadas bidding wars) para contratação fazendo com que os clubes gastem um valor muito alto com o salário dos jogadores, e garante a competitividade da liga, evitando que ela seja dominada apenas por alguns poucos times com poder econômico elevado prezando pela competitividade.
O sistema de draft não só assegura o equilíbrio do campeonato como fortalece a relação dos times com as escolas, universidades e times de ligas menores semiprofissionais em que esses atletas estão inseridos como fonte de formação, já que o time formador não tem os direitos exclusivos dos atletas.
Como diz a música dos Titãs,
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer
A Piramide de Maslow descreve esses estágios, muito mais que satisfazer apenas necessidades básicas, buscamos envolvimento, pertencimento e paixão. Precismos incluir 150 milhões de consumidores nesse jogo, cada cidadão precisa acreditar na vitória, escrevendo as próprias histórias, envolvendo, motivando e emocionando uma grande torcida.
A velha frase “Trocar o pneu com o carro andando” descreve a distância do mundo ideal o desejado da realidade, termo factualmente ainda impossível para a compreensão humana ou mesmo para o principal laboratório automobilístico a Fórmula 1.
Esse ditado esconde a dificuldade de as pessoas lidarem com o desconhecido, com o imprevisível, o imponderável.
O sentido dessa metáfora fantasiosa nos modelos atualizados imprime a verdadeira noção das implicações de fazer o que nunca foi feito, ou mesmo, os riscos inerentes de tentar algo realmente diferente, novo.
“Aprender fazendo, implantar, testar rapidamente, aperfeiçoar e testar novamente”
Esta sim, uma frase que dimensiona e estabelece os parâmetros disponíveis traçando um paralelo de aprendizagem com o mundo real.
O uso da frase “trocar o pneu com o carro andando”, indica uma tarefa factível, dimensionada, catalogada e reproduzível, mas que ninguém fez, supondo que o sujeito que não for capaz, será facilmente substituído por alguém que, oportunamente, atingirá o resultado “in”esperado.
Até pode ser, dependendo das aptidões de cada um e as variáveis imponderáveis pode ser que trocando o agente o resultado seja satisfatório, mas, muito mais pela variação na forma, do que propriamente pelo conteúdo, remetendo a companhia a resultados inconstantes, alto turnover de funcionários e desgaste desnecessário de pessoal.
Amyr Klink, diz “a convivência com o que não da certo faz as coisas darem certo.” Ou seja, o desenvolvimento depende de persistência e a exaustão dos recursos conhecidos traça a curva de aprendizagem por tentativa e erro possível para superar resultados conhecidos.
Do contrário é o clássico comportamento de terceirização dos riscos, ausência de comprometimento e delegação da culpa.
A suposição de que todas as pessoas estão na mesma página, implica nos mais desastrosos prejuízos e incalculáveis fracassos.
Uma efetiva coordenação depende de alinhamento técnico, conhecimento dos processos e planejamento prévio. Não há dúvidas quando o projeto tem como objetivo algo padronizado, conhecido e catalogado. A reprodução constante, com aprimoramento das melhores práticas e modelos de qualidade servem para construção de um edifício, processos de fabricação e linha de montagem.
No entanto, o desafio de inovação a que a frase “Trocar o pneu com o carro andando” se refere, demandam multidisciplinaridade, contingenciamento dos recursos disponíveis e alinhamento das expectativas, controle dos avanços e registro da curva de aprendizagem, escala reprodutiva de benefícios e gargalos.
Após os primeiros relatos em dezembro de 2019 do potencial destrutivo de um novo vírus, a China impressiona o mundo com sua capacidade organizacional e construtiva erguendo um hospital de 1000 leitos em apenas 10 dias.
O registro intenso da árdua batalha das equipes médicas e o modelo Chinês de controle populacional de isolamento desmontaram sua eficiência para redução do contágio exponencial do vírus desconhecido ainda incurável.
A doença se alastra pela Europa causando mais danos na Itália, mas não menos na Espanha e França, todos sendo obrigados a seguirem as medidas de contenção chinesa de isolamento pela falta de alternativas laboratoriais, o mundo está novamente refém de uma epidemia.
Lideranças céticas, resistentes as medidas de suspensão de circulação e fechamento de fronteiras foram duramente criticados, até serem obrigados a se curvarem a gravidade do número crescente de mortos pela falta de vagas nas UTIs dos hospitais em todo o mundo, resultando até em casos de conscientização por experiencia própria, como do primeiro ministro inglês, Boris Johnson internado em estado grave.
Nos Estados Unidos não foi diferente, a negação durou o tempo de disseminação inicial que conduziu Donald Trump rever medidas paliativas ampliando a restrição de circulação drásticas para conter o avanço da doença.
No Brasil, a velha e conhecida desorganização evidencia nossa incapacidade de lidar com um país continental, megalópoles com problemas crônicos dividem opiniões simplistas de problemas complexos resolvidos a margem das necessidades da população, sem transparência, sem metodologias que mais desorientam do que informam.
A minimização do problema evidenciado pelo número de mortes em outros países a falta de liderança e efetivo planejamento estratégico federal abriu precedente para emancipação dos estados conduzirem medidas cada um à sua maneira. Figuras inexpressivas assumiram o protagonismo com medidas de estanque de curto prazo, sem o menor comprometimento com os riscos e impactos de longo prazo.
A desorganização costumeira que compromete a rotina e impede o avanço de políticas públicas desencadeou uma crise política dentro da crise sanitária agravada com a divisão do poder. O apoio popular para desconstrução do modelo ineficiente e corrupto chamado de presidencialismo de coalizão, que viabilizava a tramitação legislativa e apoio de mandatos com base no pedágio em forma de propina, troca de cargos ministeriais e controle setorial foi fragilizada pela a ameaça mortal, falta de habilidade política, comando e fragmentação nacional.
De forma geral o mundo precisa alinhar expectativas e interesses para atender demandas ambientais e econômicas pós pandêmica. A vista grossa ao milagre econômico Chinês, despertou agora com a dependência global por insumos que custarão vidas, comprometendo ainda mais a balança moral e ética global.
Papel das agências internacionais que jamais se opuseram ao modelo do regime comunista que avançou no mercado global sem o devido crédito ambiental ou padrões humanitários pela priorização da sociedade do consumo em detrimento do alto custo do indivíduo Chinês.
O alerta para o avanço das distorções do modelo ditatorial veio do confronto em Hong Kong durante todo ano de 2019, convenientemente ignorado sob alegação de preservação da soberania nacional, abalado pela antiga colônia Britânica que se recusa ceder ao modelo de regime do Partido Comunista Chinês.
Alguns especialistas, estudiosos afirmam que dilemas globais demandam soluções globais, no entanto, o que vemos são direitos individuais duramente defendidos ao custo de 2 guerras mundiais e avanços civilizatórios significativos interrompidos, colocados em cheque, seja pela falta de transparência de governantes, ditadores, soberanos de regimes reprováveis sob condições igualmente desumanas que imputam violência contra seu povo e sérias consequências de desestruturação da organização mundial sob a égide da soberania nacional e usufruem dos benefícios de uma política liberal global da qual não compartilham.
A ineficiência de organizações mundiais exposta de forma contundente pela OMS, Organização Mundial de Saúde na prevenção e condução para contenção da disseminação do vírus para o resto do mundo, restrita a replicação dos recursos impositivos chinês de isolamento populacional, Lockdown, sem o mínimo de planejamento e contingenciamento de insumos e equipamentos são inaceitáveis, com diversos alertas anos antes de causados por outras epidemias em o mesmo grau de letalidade e antecipada por diversos especialistas como sendo uma das grandes ameaças para humanidade do século XXI, o contágio viral em escala global.
Os rígidos padrões, exigências sanitárias e certificações internacionais para o fluxo de mercadorias de origem animal que constantemente causam embargo as exportações brasileira, que possui alto padrão de qualidade e fiscalização do Serviço de Inspeção Federal S.I.F., não deveriam ser estendidos aos padrões de higiene e hábitos culturais com potencial sanitário?
A disfunção dos fluxos comerciais globais foi oficializada na inserção do regime Comunista Chinês na Organização Internacional de Comercio, que distorce o custo médio de produção deflacionando de forma sustentada a produção nacional com o controle da posse de propriedades. Impedindo os fluxos econômicos internos, como a inflação impulsionada pela elevação dos preços dos imóveis de economias em desenvolvimento, potencializa o mercado interno destinando recursos exclusivo para o consumo reduzindo os custos de produção internacional podendo ser caracterizado como dumping.
Dadas as condições defendidas na maior parte do planeta de liberdade econômica e expressão será que sob condições de temperatura e pressão os custos de produção chinês seriam tão mais atraentes que a média global?
Arrisco afirmar, que nenhum país democrático do mundo teria condição econômica de concorrer com o baixo custo de produção mantendo a carga tributária que financia o modelo de liberdade ocidental a legislação trabalhista assegurando direitos e padrões de segurança, carga horária e piso salarial.
De outra forma, também afirmo que nenhum ocidental se sujeitaria as condições asiáticas de produção, salário e carga horária sob regime ditatorial.
Veja bem, não entramos no mérito de avaliação do regime político Chinês, estamos analisando o modelo de concorrência internacional da indústria chinesa, a necessidade de transparência na discussão dos modelos internos de cada país à medida que e impactam e distorcem a organização global, não deveriam ser denunciadas?
A preocupação inequívoca para conter a crise sanitária desencadeou uma nova onda de discussões polarizadas acaloradas principalmente em países pobres, como o Brasil, que já vive uma situação econômica crítica com ato índice de desemprego o avanço da miséria impede a recuperação do poder econômico e a geração de recursos para garantir serviços básicos para mais da metade da população que ainda não tem acesso, soma-se a isso a eminencia de uma revolução tecnológica acelerada pela digitalização das relações mediante a Pandemia.
Já há um entendimento superficial de que muitos postos de trabalho que foram perdidos com a retração econômica de isolamento não serão mais recuperados, e países com um péssimo índice industrial como Brasil, sofrerão o impacto também da queda consequente no setor de serviços sem a menor perspectiva de recorrer ao também defasado setor do turismo.
Reiterando que esta análise não sem concentra na avaliação dos diferentes regimes, inclusive na discussão dos níveis de corrupção. Apensar de serem fatores significativos a diferença entre países organizados capitalizados e os em declínio organizacional e econômico, o objetivo é diferenciar as condições produtivas de desenvolvimento econômico e social.
Nossa visão nunca foi tão estreita, obtusa, bitolada. Temos o mundo na palma da nossa mão e preferimos fixar o olhar para a ponta do nosso próprio pé, no máximo, uma espiada para grama do vizinho.
Nosso desespero é tanto, o desamparo, a decepção, um trauma que apenas uma terapia coletiva entre frustrados, seguidores, fanáticos e equilibrados poderia conscientizar a razão, e quem sabe neutralizar a histeria coletiva.
Redes sociais apenas apimentam esse caldeirão de distrações e falta de foco para confundir ainda mais na separação entre joio e o trigo, do que é realmente importante para o que é urgente, e incentivam a descrença na solidez da cultura nacional a ponto de acharem que 4 anos serão capazes de acabar com a educação, aniquilar a cultura ou deturpar nossa língua.
Cultura é um conceito sólido, difícil de mudar, crenças são tão arraigadas que demandam mais que esforço e muitos não conseguem acompanhar os padrões exigidos, as tendências ou as transformações em processo, dessa forma, quanto mais distante o ideal, mais propício a formação de novas vertentes com códigos distintos de características individualizadas.
Educação, como bem sabemos, não se faz de um dia para o outro, infelizmente, somente após gerações constatamos os resultados que falta dela é capaz de produzir. Sobrecarregada pela ausência de respeito, quando professores são agredidos no ambiente escolar, questionada de sua sua origem, se educação começa em casa num país com profundas lacunas familiares ou é dever acadêmico, em verdade é que o ensino não cabe nas metodologias analógicas, são deficientes para era da singularidade e inteligência artificial.
Antigas metodologias não despertaram o interesse de boa parte de uma geração que hoje se sabe , negligenciados pela inexistência de diagnósticos como TDHA, hoje abertamente e amplamente remediados, sofreram e sofrem as consequências da exclusão do modelo padrão, seja pela hiperatividade, pela dificuldade de leitura que comprometia a escrita e por ai vai uma leva de maus alunos desprezados pelas instituições e acadêmicos por pura ignorância social.
Tão pouco desenvolve as características individuais necessárias para os novos desafios, assistimos enfileirados em sala a reprodução da antiga linha de montagem a quem servia disciplina e subserviência a decadência do desenvolvimento humano.
Abraham Maslow, um dos autores da psicologia humanista, sendo considerada a terceira força da psicologia, depois da psicanálise e do comportamentalismo, tem como características principais a avaliação de cada sujeito como ser único e da análise deste levando em conta tudo que o envolve. Tem como base o entendimento e a perceção/interpretação subjetiva do mundo pelo indivíduo, diferentemente da psicanálise que tem como objecto de estudo o inconsciente e do comportamentalismo que considera a relação estímulo-resposta a que molda os indivíduos.
Em 1954, Maslow publicou “A Theory of Human Motivation”. Esta obra aborda a teoria da Hierarquia das Necessidades que começou com o seu estudo observacional de macacos. Percebeu que estes faziam escolhas comportamentais com base nas suas necessidades pessoais. Por exemplo, os macacos tornavam-se mais agressivos quando estes não tinham comida, por outro lado, tornavam-se seres mais sociais e dóceis com os outros após satisfazerem a suas necessidades fisiológicas.
O estudo descreve que a dominância de determinados seres depende do reconhecimento da superioridade dos envolvidos com base no atendimento de suas necessidades básicas. Dessa forma, indivíduos satisfeitos com a sua situação tornam-se dóceis, indivíduos insatisfeitos tendem a questionar o estado de coisas.
Acredita-se que a motivação é algo pessoal e intransferível, dessa forma, a medida que cada etapa e saciada, o indivíduo desperta natural interesse pelo próximo a fim de manter-se em constante evolução a medida que seu espaço e ambiente o permitam. Há um ditado que o peixe cresce de acordo com o tamanho do aquário.
Um ambiente fértil, de perseverança, que respeite a dignidade dos indivíduos, possibilite ascensão dos seus cidadãos com o mínimo de interesse de prestar seu serviço de forma adequada, regularizada, financeiramente viável, economicamente estável, politicamente equilibrado se torna socialmente inclusivo e operacionalmente rentável.
Quando muros econômicos são derrubados, trincheiras setoriais soterradas, e a competitividade acessível a todos que realizam um bom trabalho a engrenagem ganha vida própria num passe de mágica e a teoria da mão invisível de Adam Smith acontece quando a competitividade beneficia o consumidor pela redução das margens de lucro. Exige maior eficiência por parte das empresas e oportunidade com o lançamento de novos produtos a medida que o mercado se expande.
Assim é a ideia da liderança, em time que esta vencendo não se mexe, mas, a medida em que a fragmentação social se capilariza em centenas de grupos individualizados pelas dificuldades intransponíveis de um estado e outro a unificação em torno do bem comum se dissipa e a popularidade das manchetes assume o papel decisor ilustrando o que temos de pior, nossa frustação de que não apenas pode, mas vai piorar, e ja que isto é um fato, quero ser o primeiro a estar do lado certo, disse aquele que diz não ter lado.
Ouve-se que vivemos um apagão de lideranças, discordo lateralmente. É verdade que cada vez mais figuras despreparadas assumem instantaneamente o bastão de salvador, consequência de uma sociedade mantida infantilizada, mas, o verdadeiro apagão que vivemos é de PROPÓSITO!
Todo ciclo tem início numa causa anterior ao momento eureca de inovação para lançamento de novos produtos, modelos de gestão, novos processos competitivos que geram euforia na medida dos seus efeitos, ou seja, bons resultados geram satisfação, recompensa imediata e um sentimento de superioridade que logo desperta o interesse e o desejo de todos no seu raio de alcance, envolvidos diretos ou indiretos, todos se tornam publicitários dos novos feitos.
Não tarda aliados, interessados até concorrentes copiarem imediatamente tal feito revolucionário todos fugindo do posto de lanterna e acompanhar a lança da vanguarda para igualar seus resultados buscando as mesmas recompensas e o mesmo sentimento de superioridade que o credencia na esfera da individualidade neste mundo populoso. Poucos seres, humanos únicos, alguns poucos retratados pela literatura, catalogados em inúmeras referências bibliográficas ocupantes vitalício do posto de mentes brilhantes de sua época, exibem o poder, status e riqueza almejado por tantos outros meros mortais, humanos ordinários que invejam o gostinho da imortalidade.
Aprendemos na universidade que Frederick Taylor iniciou os conceitos administrativos fora da academia pisando no chão de fábrica adotando o conceito repetição produtiva, depois Henry Fayol sistematizando o processo de automação de produção que muito contribuiu para que Henry Ford inovasse no processo de montagem atingindo o ápice da produtividade industrial. Trabalhadores manuais com funções específicas posicionados em linhas de montagem, que inspirou o clássico filme de Charlie Chaplin, Tempos Modernos, numa crítica ao trabalho braçal repetitivo.
O pós-guerra permitiu a sofisticação dos processos nos modelos de automação industrial com a humanização das funções e a valorização do indivíduo elevado ao posto de trabalhador do conhecimento, termo cunhado por Peter Drucker para descrever uma nova era funcional de distribuição da responsabilidade e desenvolvimento produtivo.
A roda gigante do processo evolutivo econômico não para, no entanto, o que percebemos é que o horizonte de possibilidades afunilou em um modelo único de preço, mais por menos. Nos tornamos obcecados em bens de consumo cada vez mais obsoletos e constantemente desatualizados, refletimos a decadência de setores inteiros que pautaram matrizes econômicas de países como o Brasil, repetindo anestesiadamente ao vendedor que o carro que estamos comprando perderá 30% de seu valor assim que sair da concessionária.
Isso, de forma alguma é uma crítica ao mercado, pelo contrário, minha função, da qual tenho orgulho, é unir criadores, produtores de valor aos desejos e necessidade de interessados para desenvolvermos uma sociedade próspera e equilibrada, mas, inevitavelmente limitada para atender a ânsia de nos individualizar, nos distanciamos do empenho nas causas e nos eternizamos nos efeitos do agora reduzindo o universo de possibilidades unicamente em preço.
Assumimos a desvalorização como modelo de sociedade quando perdemos a capacidade de nos importar com o mundo a nossa volta, perdemos valor sistematicamente quando ignoramos problemas coletivos para satisfazer desejos imediatos. Se não tratarmos as causas os efeitos continuarão pautar nossa agenda medicados ou alienados por impulso.
Nesse modelo a China cumpre com eficiência o papel de fornecedor do mundo, ninguém se importa como eles conseguem produzir tanto a tão baixos custos, até que um ocidental tenha que trabalhar sob o regime oriental.
#⚠Alerta
Até Breve.
"O planejamento não diz respeito às decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes" Peter Drucker
As certezas absolutas foram inegavelmente tomadas pela volatilidade digital, a obsolescência gestacional amplia o ruído geracional agravado pela mudança de posse do conhecimento na disputa entre experiencia profissional e a habilidade tecnológica. Modelos rígidos substituídos por processos flexíveis e a velocidade de transformação determina o valor de cada ação.
Competitividade depende de desenvolvimento, da melhoria contínua que por sua vez demanda investimento, no entanto, essa estratégia disputa diretamente com os interesses dos acionistas que buscam aumentar dividendos no curto prazo, mesmo que comprometendo a estratégia de longo prazo sustentados pelo mantra da escalabilidade, produzir mais com os mesmos recursos. Seguindo a lógica numérica dos softwares de gestão boa parte dos investimentos são direcionados para gerar demanda, ficando a outra parte destinada a garantir a produção num círculo vicioso de receita imediata, e os recursos estratégicos fundamentais para antecipar tendências e inovações negligenciados para aumentar a satisfação dos acionistas, o que não reflete em ganhos para a companhia.
A mudança na transferência do conhecimento entre gerações que se dava pela convivência na experiencia foi subitamente substituída pelo uso de tecnologias a partir da integração dos processos que determinam as orientações, decisões que dependiam de muita experiencia se sustentam em dados precisos obtidos em tempo real de consumidores, ponto de venda, fornecedores e da concorrência.
Essa dinâmica tecnológica inverteu também a lógica dos processos produtivos, antes rígidos gerados pela produção que determinavam a demanda, obteve um aumento exponencial pela demanda global que impulsiona a produção “sob medida”, ou seja, rentabilidade diretamente ligada a redução dos custos operacionais levou a vantagem competitiva ao nível do menor custo de alavancagem.
Caçadores de cifrões determinam a capacidade de financiamento da produção no valor dos papéis negociados em bolsa, operações de alta velocidade com 3, 4 cliques no celular muitas vezes determinam a estratégia da companhia, ou seja, mais vendas.
Neste sentido, da ordem natural das coisas, em constante transformação a partir da revolução industrial dos conceitos de competitividade na individualização das funções de Taylor, dispostas nas linhas de montagem por Ford, evoluindo até trabalhador do conhecimento de Peter Drucker, agora dobram as apostas no potencial dos softwares Androide, IOS ou TOTVS, mudanças conceituais significativas com resultados expressivos cada dia mais dependentes do humor dos investidores, no entanto, “A cultura engole a estratégia todos os dias no café da manhã” alerta Peter Drucker.
Navegando nesse horizonte dinâmico a Netflix mergulhou sua estratégia realizando investimentos bilionários na ordem de U$15bi, evoluiu da cultura de mera distribuidora streaming licenciada num ousado movimento estratégico na disputa de gigantes da produção de conteúdo próprio como a Disney. Apostando alto com cash flow negativo de -U$ 3,27 bi anuncia agora o aumento dos lucros de +338% e quase 9 milhões de novos assinantes.
A disputa dos serviços digitais já garantiu ao menos 24 indicações ao Oscar, quem ganha, são os investidores e os assinantes.