Todo ciclo tem início numa causa anterior ao momento eureca de inovação para lançamento de novos produtos, modelos de gestão, novos processos competitivos que geram euforia na medida dos seus efeitos, ou seja, bons resultados geram satisfação, recompensa imediata e um sentimento de superioridade que logo desperta o interesse e o desejo de todos no seu raio de alcance, envolvidos diretos ou indiretos, todos se tornam publicitários dos novos feitos.
Não tarda aliados, interessados até concorrentes copiarem imediatamente tal feito revolucionário todos fugindo do posto de lanterna e acompanhar a lança da vanguarda para igualar seus resultados buscando as mesmas recompensas e o mesmo sentimento de superioridade que o credencia na esfera da individualidade neste mundo populoso. Poucos seres, humanos únicos, alguns poucos retratados pela literatura, catalogados em inúmeras referências bibliográficas ocupantes vitalício do posto de mentes brilhantes de sua época, exibem o poder, status e riqueza almejado por tantos outros meros mortais, humanos ordinários que invejam o gostinho da imortalidade.
Aprendemos na universidade que Frederick Taylor iniciou os conceitos administrativos fora da academia pisando no chão de fábrica adotando o conceito repetição produtiva, depois Henry Fayol sistematizando o processo de automação de produção que muito contribuiu para que Henry Ford inovasse no processo de montagem atingindo o ápice da produtividade industrial. Trabalhadores manuais com funções específicas posicionados em linhas de montagem, que inspirou o clássico filme de Charlie Chaplin, Tempos Modernos, numa crítica ao trabalho braçal repetitivo.
O pós-guerra permitiu a sofisticação dos processos nos modelos de automação industrial com a humanização das funções e a valorização do indivíduo elevado ao posto de trabalhador do conhecimento, termo cunhado por Peter Drucker para descrever uma nova era funcional de distribuição da responsabilidade e desenvolvimento produtivo.
A roda gigante do processo evolutivo econômico não para, no entanto, o que percebemos é que o horizonte de possibilidades afunilou em um modelo único de preço, mais por menos. Nos tornamos obcecados em bens de consumo cada vez mais obsoletos e constantemente desatualizados, refletimos a decadência de setores inteiros que pautaram matrizes econômicas de países como o Brasil, repetindo anestesiadamente ao vendedor que o carro que estamos comprando perderá 30% de seu valor assim que sair da concessionária.
Isso, de forma alguma é uma crítica ao mercado, pelo contrário, minha função, da qual tenho orgulho, é unir criadores, produtores de valor aos desejos e necessidade de interessados para desenvolvermos uma sociedade próspera e equilibrada, mas, inevitavelmente limitada para atender a ânsia de nos individualizar, nos distanciamos do empenho nas causas e nos eternizamos nos efeitos do agora reduzindo o universo de possibilidades unicamente em preço.
Assumimos a desvalorização como modelo de sociedade quando perdemos a capacidade de nos importar com o mundo a nossa volta, perdemos valor sistematicamente quando ignoramos problemas coletivos para satisfazer desejos imediatos. Se não tratarmos as causas os efeitos continuarão pautar nossa agenda medicados ou alienados por impulso.
Nesse modelo a China cumpre com eficiência o papel de fornecedor do mundo, ninguém se importa como eles conseguem produzir tanto a tão baixos custos, até que um ocidental tenha que trabalhar sob o regime oriental.
#⚠Alerta
Até Breve.
"O planejamento não diz respeito às decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes" Peter Drucker
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