sexta-feira, 15 de maio de 2020

Grande Vitória

Mercado de consumo depende do acesso e poder de compra dos consumidores e da variedade de oferta de produtos e empresas concorrentes que competem pelo desenvolvimento de novos produtos e melhores preços.

A maturidade do mercado se mede pelo potencial de oferta, acesso de novas marcas e absorção pelo poder de compra e escolha de consumidores atraídos por produtos e serviços que atendam mais que as necessidades os seus desejos, descritos na pirâmide de Maslow de pertencimento e realização pessoal.

Nesse cenário ideal a distribuição de renda promovida pelo equilíbrio entre a oferta de empresas e a demanda dos consumidores sustentam a economia num círculo virtuoso de prosperidade gerando valor, desenvolvimento social e oportunidades.

No Brasil o mercado de consumo se consolidou mais pelo poder econômico do que pelo desenvolvimento do mercado e de produtos, no ganho de escala e oferta produtos básicos potencializando os princípios produtivos e financeiros, maximizando a redução dos custos de produção e financiamento alavancado distanciando cada vez mais a concorrência.

O desequilíbrio da balança econômica promove concentração de mercado que inviabiliza a entrada de concorrentes reduzindo oferta de produtos, postos de trabalho, concentrando o fluxo financeiro aos ganhos de capital substituindo a geração de valor pelo reajuste de preço.

A princípio a redução da concorrência pode parecer o mundo ideal de corporações e o desejo dos acionistas com aquisição da concorrência e domínio das vendas, mas, na realidade esse princípio reduz o horizonte de mercado consumidor e potencial dos ganhos aos consumidores com poder de compra.

Uma das posturas mais ativas durante a Pandemia do Covid-19, empenhada para minimizar os efeitos econômicos do isolamento social é da empresaria Luiza Helena Trajano, presidente do concelho da rede de varejo Magazine Luiza, que tem defendido junto ao governo medidas de apoio econômico aos pequenos empresários, numa inclinação de empatia e esforço de manutenção dos maiores empregadores do país é um ótimo exemplo da sustentabilidade como modelo de negócio.

O MagaLu um fenômeno de valorização da bolsa de valores B3 possui apenas 13% de mercado de varejo, mesmo com a ampliação da atuação digital e a criação do Marketplace a empresa a exemplo dos concorrentes Amazon e Alibaba, amplia a visão de atuação e aprofunda o desenvolvimento de mercado como modelo negócio.

A arquitetura de desenvolvimento de modelos sustentáveis pode ser observada nas ligas esportivas americanas. O Draft é um processo de alocação de jogadores em times de uma liga esportiva profissional, evento comum principalmente em países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão.

Inventado por Bert Bell, comissário da NFL em 1935 como uma medida de manter os times na liga, já que alguns se mostravam insatisfeitos pela dominação de alguns poucos times na liga, o Draft foi adotado pela NBA em 1947, pela NHL em 1963, pela MLB em 1965 e pela MLS em 1996.

O processo de Draft geralmente se dá antes do início da temporada quando existem jogadores que estão inscritos na liga, mas não estão inscritos em nenhum time, cada time alternadamente escolhe um jogador que deseja contratar, aqui é que o modelo se torna sustentável, geralmente os times com o pior desempenho na última temporada tem prioridade de escolher primeiro seus jogadores, uma formula que mantem o equilíbrio e competitividade da categoria.

A sustentabilidade do modelo evita que vários times entrem em guerra por um único jogador através de ofertas diferentes de salários (as chamadas bidding wars) para contratação fazendo com que os clubes gastem um valor muito alto com o salário dos jogadores, e garante a competitividade da liga, evitando que ela seja dominada apenas por alguns poucos times com poder econômico elevado prezando pela competitividade.

O sistema de draft não só assegura o equilíbrio do campeonato como fortalece a relação dos times com as escolas, universidades e times de ligas menores semiprofissionais em que esses atletas estão inseridos como fonte de formação, já que o time formador não tem os direitos exclusivos dos atletas.

Como diz a música dos Titãs,
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer

A Piramide de Maslow descreve esses estágios, muito mais que satisfazer apenas necessidades básicas, buscamos envolvimento, pertencimento e paixão. Precismos incluir 150 milhões de consumidores nesse jogo, cada cidadão precisa acreditar na vitória, escrevendo as próprias histórias, envolvendo, motivando e emocionando uma grande torcida.

Até Breve.


quarta-feira, 13 de maio de 2020

Trocar o Pneu com o Carro Andando

A velha frase “Trocar o pneu com o carro andando” descreve a distância do mundo ideal o desejado da realidade, termo factualmente ainda impossível para a compreensão humana ou mesmo para o principal laboratório automobilístico a Fórmula 1.

Esse ditado esconde a dificuldade de as pessoas lidarem com o desconhecido, com o imprevisível, o imponderável.
O sentido dessa metáfora fantasiosa nos modelos atualizados imprime a verdadeira noção das implicações de fazer o que nunca foi feito, ou mesmo, os riscos inerentes de tentar algo realmente diferente, novo.

“Aprender fazendo, implantar, testar rapidamente, aperfeiçoar e testar novamente”

Esta sim, uma frase que dimensiona e estabelece os parâmetros disponíveis traçando um paralelo de aprendizagem com o mundo real.

O uso da frase “trocar o pneu com o carro andando”, indica uma tarefa factível, dimensionada, catalogada e reproduzível, mas que ninguém fez, supondo que o sujeito que não for capaz, será facilmente substituído por alguém que, oportunamente, atingirá o resultado “in”esperado.

Até pode ser, dependendo das aptidões de cada um e as variáveis imponderáveis pode ser que trocando o agente o resultado seja satisfatório, mas, muito mais pela variação na forma, do que propriamente pelo conteúdo, remetendo a companhia a resultados inconstantes, alto turnover de funcionários e desgaste desnecessário de pessoal.

Amyr Klink, diz “a convivência com o que não da certo faz as coisas darem certo.” Ou seja, o desenvolvimento depende de persistência e a exaustão dos recursos conhecidos traça a curva de aprendizagem por tentativa e erro possível para superar resultados conhecidos.


Do contrário é o clássico comportamento de terceirização dos riscos, ausência de comprometimento e delegação da culpa.

A suposição de que todas as pessoas estão na mesma página, implica nos mais desastrosos prejuízos e incalculáveis fracassos.

Uma efetiva coordenação depende de alinhamento técnico, conhecimento dos processos e planejamento prévio. Não há dúvidas quando o projeto tem como objetivo algo padronizado, conhecido e catalogado. A reprodução constante, com aprimoramento das melhores práticas e modelos de qualidade servem para construção de um edifício, processos de fabricação e linha de montagem.

No entanto, o desafio de inovação a que a frase “Trocar o pneu com o carro andando” se refere, demandam multidisciplinaridade, contingenciamento dos recursos disponíveis e alinhamento das expectativas, controle dos avanços e registro da curva de aprendizagem, escala reprodutiva de benefícios e gargalos.



Até breve.

terça-feira, 12 de maio de 2020

Pandemia CoronaVirus Covid-19 / 2020

Após os primeiros relatos em dezembro de 2019 do potencial destrutivo de um novo vírus, a China impressiona o mundo com sua capacidade organizacional e construtiva erguendo um hospital de 1000 leitos em apenas 10 dias.

O registro intenso da árdua batalha das equipes médicas e o modelo Chinês de controle populacional de isolamento desmontaram sua eficiência para redução do contágio exponencial do vírus desconhecido ainda incurável.

A doença se alastra pela Europa causando mais danos na Itália, mas não menos na Espanha e França, todos sendo obrigados a seguirem as medidas de contenção chinesa de isolamento pela falta de alternativas laboratoriais, o mundo está novamente refém de uma epidemia.

Lideranças céticas, resistentes as medidas de suspensão de circulação e fechamento de fronteiras foram duramente criticados, até serem obrigados a se curvarem a gravidade do número crescente de mortos pela falta de vagas nas UTIs dos hospitais em todo o mundo, resultando até em casos de conscientização por experiencia própria, como do primeiro ministro inglês, Boris Johnson internado em estado grave.

Nos Estados Unidos não foi diferente, a negação durou o tempo de disseminação inicial que conduziu Donald Trump rever medidas paliativas ampliando a restrição de circulação drásticas para conter o avanço da doença.

No Brasil, a velha e conhecida desorganização evidencia nossa incapacidade de lidar com um país continental, megalópoles com problemas crônicos dividem opiniões simplistas de problemas complexos resolvidos a margem das necessidades da população, sem transparência, sem metodologias que mais desorientam do que informam.

A minimização do problema evidenciado pelo número de mortes em outros países a falta de liderança e efetivo planejamento estratégico federal abriu precedente para emancipação dos estados conduzirem medidas cada um à sua maneira. Figuras inexpressivas assumiram o protagonismo com medidas de estanque de curto prazo, sem o menor comprometimento com os riscos e impactos de longo prazo.

A desorganização costumeira que compromete a rotina e impede o avanço de políticas públicas desencadeou uma crise política dentro da crise sanitária agravada com a divisão do poder. O apoio popular para desconstrução do modelo ineficiente e corrupto chamado de presidencialismo de coalizão, que viabilizava a tramitação legislativa e apoio de mandatos com base no pedágio em forma de propina, troca de cargos ministeriais e controle setorial foi fragilizada pela a ameaça mortal, falta de habilidade política, comando e fragmentação nacional.

De forma geral o mundo precisa alinhar expectativas e interesses para atender demandas ambientais e econômicas pós pandêmica. A vista grossa ao milagre econômico Chinês, despertou agora com a dependência global por insumos que custarão vidas, comprometendo ainda mais a balança moral e ética global.

Papel das agências internacionais que jamais se opuseram ao modelo do regime comunista que avançou no mercado global sem o devido crédito ambiental ou padrões humanitários pela priorização da sociedade do consumo em detrimento do alto custo do indivíduo Chinês.

O alerta para o avanço das distorções do modelo ditatorial veio do confronto em Hong Kong durante todo ano de 2019, convenientemente ignorado sob alegação de preservação da soberania nacional, abalado pela antiga colônia Britânica que se recusa ceder ao modelo de regime do Partido Comunista Chinês.

Alguns especialistas, estudiosos afirmam que dilemas globais demandam soluções globais, no entanto, o que vemos são direitos individuais duramente defendidos ao custo de 2 guerras mundiais e avanços civilizatórios significativos interrompidos, colocados em cheque, seja pela falta de transparência de governantes, ditadores, soberanos de regimes reprováveis sob condições igualmente desumanas que imputam violência contra seu povo e sérias consequências de desestruturação da organização mundial sob a égide da soberania nacional e usufruem dos benefícios de uma política liberal global da qual não compartilham.

A ineficiência de organizações mundiais exposta de forma contundente pela OMS, Organização Mundial de Saúde na prevenção e condução para contenção da disseminação do vírus para o resto do mundo, restrita a replicação dos recursos impositivos chinês de isolamento populacional, Lockdown, sem o mínimo de planejamento e contingenciamento de insumos e equipamentos são inaceitáveis, com diversos alertas anos antes de causados por outras epidemias em o mesmo grau de letalidade e antecipada por diversos especialistas como sendo uma das grandes ameaças para humanidade do século XXI, o contágio viral em escala global.

Os rígidos padrões, exigências sanitárias e certificações internacionais para o fluxo de mercadorias de origem animal que constantemente causam embargo as exportações brasileira, que possui alto padrão de qualidade e fiscalização do Serviço de Inspeção Federal S.I.F., não deveriam ser estendidos aos padrões de higiene e hábitos culturais com potencial sanitário?

A disfunção dos fluxos comerciais globais foi oficializada na inserção do regime Comunista Chinês na Organização Internacional de Comercio, que distorce o custo médio de produção deflacionando de forma sustentada a produção nacional com o controle da posse de propriedades. Impedindo os fluxos econômicos internos, como a inflação impulsionada pela elevação dos preços dos imóveis de economias em desenvolvimento, potencializa o mercado interno destinando recursos exclusivo para o consumo reduzindo os custos de produção internacional podendo ser caracterizado como dumping.

Dadas as condições defendidas na maior parte do planeta de liberdade econômica e expressão será que sob condições de temperatura e pressão os custos de produção chinês seriam tão mais atraentes que a média global?

Arrisco afirmar, que nenhum país democrático do mundo teria condição econômica de concorrer com o baixo custo de produção mantendo a carga tributária que financia o modelo de liberdade ocidental a legislação trabalhista assegurando direitos e padrões de segurança, carga horária e piso salarial.

De outra forma, também afirmo que nenhum ocidental se sujeitaria as condições asiáticas de produção, salário e carga horária sob regime ditatorial.

Veja bem, não entramos no mérito de avaliação do regime político Chinês, estamos analisando o modelo de concorrência internacional da indústria chinesa, a necessidade de transparência na discussão dos modelos internos de cada país à medida que e impactam e distorcem a organização global, não deveriam ser denunciadas?

A preocupação inequívoca para conter a crise sanitária desencadeou uma nova onda de discussões polarizadas acaloradas principalmente em países pobres, como o Brasil, que já vive uma situação econômica crítica com ato índice de desemprego o avanço da miséria impede a recuperação do poder econômico e a geração de recursos para garantir serviços básicos para mais da metade da população que ainda não tem acesso, soma-se a isso a eminencia de uma revolução tecnológica acelerada pela digitalização das relações mediante a Pandemia.

Já há um entendimento superficial de que muitos postos de trabalho que foram perdidos com a retração econômica de isolamento não serão mais recuperados, e países com um péssimo índice industrial como Brasil, sofrerão o impacto também da queda consequente no setor de serviços sem a menor perspectiva de recorrer ao também defasado setor do turismo.

Reiterando que esta análise não sem concentra na avaliação dos diferentes regimes, inclusive na discussão dos níveis de corrupção. Apensar de serem fatores significativos a diferença entre países organizados capitalizados e os em declínio organizacional e econômico, o objetivo é diferenciar as condições produtivas de desenvolvimento econômico e social.

Até breve.