Mercado de consumo depende do acesso e poder de compra dos consumidores e da variedade de oferta de produtos e empresas concorrentes que competem pelo desenvolvimento de novos produtos e melhores preços.
A maturidade do mercado se mede pelo potencial de oferta, acesso de novas marcas e absorção pelo poder de compra e escolha de consumidores atraídos por produtos e serviços que atendam mais que as necessidades os seus desejos, descritos na pirâmide de Maslow de pertencimento e realização pessoal.
Nesse cenário ideal a distribuição de renda promovida pelo equilíbrio entre a oferta de empresas e a demanda dos consumidores sustentam a economia num círculo virtuoso de prosperidade gerando valor, desenvolvimento social e oportunidades.
No Brasil o mercado de consumo se consolidou mais pelo poder econômico do que pelo desenvolvimento do mercado e de produtos, no ganho de escala e oferta produtos básicos potencializando os princípios produtivos e financeiros, maximizando a redução dos custos de produção e financiamento alavancado distanciando cada vez mais a concorrência.
O desequilíbrio da balança econômica promove concentração de mercado que inviabiliza a entrada de concorrentes reduzindo oferta de produtos, postos de trabalho, concentrando o fluxo financeiro aos ganhos de capital substituindo a geração de valor pelo reajuste de preço.
A princípio a redução da concorrência pode parecer o mundo ideal de corporações e o desejo dos acionistas com aquisição da concorrência e domínio das vendas, mas, na realidade esse princípio reduz o horizonte de mercado consumidor e potencial dos ganhos aos consumidores com poder de compra.
Uma das posturas mais ativas durante a Pandemia do Covid-19, empenhada para minimizar os efeitos econômicos do isolamento social é da empresaria Luiza Helena Trajano, presidente do concelho da rede de varejo Magazine Luiza, que tem defendido junto ao governo medidas de apoio econômico aos pequenos empresários, numa inclinação de empatia e esforço de manutenção dos maiores empregadores do país é um ótimo exemplo da sustentabilidade como modelo de negócio.
O MagaLu um fenômeno de valorização da bolsa de valores B3 possui apenas 13% de mercado de varejo, mesmo com a ampliação da atuação digital e a criação do Marketplace a empresa a exemplo dos concorrentes Amazon e Alibaba, amplia a visão de atuação e aprofunda o desenvolvimento de mercado como modelo negócio.
A arquitetura de desenvolvimento de modelos sustentáveis pode ser observada nas ligas esportivas americanas. O Draft é um processo de alocação de jogadores em times de uma liga esportiva profissional, evento comum principalmente em países como Estados Unidos, Canadá, Austrália e Japão.
Inventado por Bert Bell, comissário da NFL em 1935 como uma medida de manter os times na liga, já que alguns se mostravam insatisfeitos pela dominação de alguns poucos times na liga, o Draft foi adotado pela NBA em 1947, pela NHL em 1963, pela MLB em 1965 e pela MLS em 1996.
O processo de Draft geralmente se dá antes do início da temporada quando existem jogadores que estão inscritos na liga, mas não estão inscritos em nenhum time, cada time alternadamente escolhe um jogador que deseja contratar, aqui é que o modelo se torna sustentável, geralmente os times com o pior desempenho na última temporada tem prioridade de escolher primeiro seus jogadores, uma formula que mantem o equilíbrio e competitividade da categoria.
A sustentabilidade do modelo evita que vários times entrem em guerra por um único jogador através de ofertas diferentes de salários (as chamadas bidding wars) para contratação fazendo com que os clubes gastem um valor muito alto com o salário dos jogadores, e garante a competitividade da liga, evitando que ela seja dominada apenas por alguns poucos times com poder econômico elevado prezando pela competitividade.
O sistema de draft não só assegura o equilíbrio do campeonato como fortalece a relação dos times com as escolas, universidades e times de ligas menores semiprofissionais em que esses atletas estão inseridos como fonte de formação, já que o time formador não tem os direitos exclusivos dos atletas.
Como diz a música dos Titãs,
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer
A Piramide de Maslow descreve esses estágios, muito mais que satisfazer apenas necessidades básicas, buscamos envolvimento, pertencimento e paixão. Precismos incluir 150 milhões de consumidores nesse jogo, cada cidadão precisa acreditar na vitória, escrevendo as próprias histórias, envolvendo, motivando e emocionando uma grande torcida.
Até Breve.
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