A capacidade e repertório de linguagem determina a complexidade dos pensamentos de uma pessoa. Quanto maior o vocabulário de uma pessoa maior será sua capacidade de compreender seus próprios sentimentos e desejos para então expressá-los por meio de palavras se relacionando com o mundo de forma mais harmoniosa e efetiva.
Estudos recentes indicam a redução do QI global devido a redução do vocabulário, haja visto, que a redução da articulação das palavras restringe a capacidade de desenvolvimento de pensamentos mais complexos limitados as ideias imediatas. Sem a possibilidade de interpretação, compreensão e desenvolvimento de formulações mais sofisticadas, especialistas alertam as implicações resultantes dessa deficiência, entre elas o aumento da violência.
O psicólogo Austríaco Alfred Adler, divide os traços da personalidade dos seres humanos a partir do nascimento, essa condição de fragilidade determina a linha que cada um de nós utiliza para alcançar seus objetivos por dois caminhos, sucesso ou superioridade.
Pessoas que trilham o caminho do sucesso são mais dedicadas ao desenvolvimento coletivo e as pessoas que agem pela superioridade muitas vezes o fazem com a deterioração do coletivo. Pessoas guiadas pelo desenvolvimento coletivo são mais solicitas e dispostas a ajudar outras pessoas, por outro lado, quem age com base na superioridade tende a reforçar as deficiências como forma de assegurar seus objetivos.
O médico e matemático Enéas Carneiro definiu dentro da sua área de conhecimento, a composição dos seres humanos com base na carga genética, uma analogia entre a capacidade de armazenagem de dados de um disquete, na época, e o DNA humano.
Seguindo a linha de raciocínio, a quantidade de dados que cada elo de DNA é capaz de armazenar, um único ser humano carrega consigo uma quantidade de informações representadas se fossem impressos em mais de 4 mil volumes.
Carl Jung, psiquiatra e psicoterapeuta Suíço, traduz a mesma ideia matemática descrita pelo Dr. Enéas em inconsciente coletivo. Camada profunda da consciência humana, território desconhecido da ciência, mais ainda da pessoa que a carrega, imprime relevante características da personalidade e comportamento, já que as informações contidas em cada DNA representa uma cadeia ancestral milenar que nos afeta hoje.
Essa condição, seja ela mais aguda descrita pela capacidade e domínio verbal para expressão das necessidade e desejos, ou mais ampliado pela carga genética que nos orienta foi descrita pelo filósofo, Clovis de Barros Filho, na incompreensão pelo empenho das grades curriculares no estudo das mitocôndrias e a negligência com lições básicas de convivência entre seres humanos.
Somos completamente ignorantes de nós mesmos e, por mais conhecimento que um ser humano é capaz de acumular jamais terá o domínio da profundidade da complexidade que nos envolve.
Educação representa a capacidade de cada um definir o que significa liberdade. A percepção pessoal define a vida, que vale a pena ser vivida.
Até Breve,
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