domingo, 18 de julho de 2021

Reação de consumo

Marketing é a ausência dos aspectos negativos que geram ruído na experiência de consumo ou relação com empresas e pessoas.

Diferente do sinal de internet, do serviço de tv a cabo, ou um equipamento que percebemos sua importância apenas quando falta, o marketing desenvolve a engrenagem que integra todas as pontas de contato a fim de evitar essa sensação de falta, ou seja, do conceito e desenvolvimento de produto adequado até a cadeia de suprimento, da experiência de consumo ou o impacto que a imagem de uma empresa desperta no mercado esteja de acordo com os esforços.

Toda a cadeia desde pesquisa de mercado, criação, desenvolvimento de protótipos que ganharão escala de produção e todo suporte de distribuição de produtos ou serviços o primeiro impacto com o consumidor depende da propaganda, pela indicação de um amigo, um conhecido ou mesmo pelo simples fato de vermos as pessoas consumindo em anúncios que despertam nosso interesse pelo desejo ou necessidade.

A relação de consumo varia de pessoa para pessoa, o nível de conhecimento que cada uma exige antes de efetivar a relação com uma marca ou produto é individual. Os mais racionais pesquisam com embasamento sobre o tema realizam comparativos técnicos, mas, outros são puramente emocionais, utilizam a relação de compra para sanar questões pessoais levados pela cor, formato ou mesmo pela ideia do que aquele produto promete, sem necessariamente considerar aspectos racionais.

O conforto e acesso a informação com uma infinidade de ofertas aleatórias estimulam consumo por impulso e a vasta disponibilidade de crédito fez com que muitas pessoas comprassem coisas que nunca chegaram a usar ou produtos de qualidade questionável até situações críticas de endividamento e consequentemente comprometimento da saúde financeira pessoal.

Essa dinâmica estabeleceu uma relação de compra e consumo com marketing e propaganda de amor e ódio.  A experiência e o amadurecimento do consumidor exige cada vez mais responsabilidade das cadeias de atuação, transformação de modelos integrados centrados no cliente e o respeito aos valores ambientais e sociais despertam mais atenção e necessário empenho das companhias.

A qualidade de produtos ou serviços dependem diretamente do nível de exigência dos consumidores, e a saúde e a relevância das companhias do impacto que elas serão capazes de proporcionar positivamente.

Até breve.     





domingo, 4 de julho de 2021

Cultura incerta

 

A humanidade vive mais uma transformação cultural, mais subjetiva e mais profunda do que as anteriores. Subjetiva porque é digital, parte tangível da confiança no mundo foi elevado a nuvem, mais profunda porque diferente das anteriores facilitaram a forma como vivemos, esta definirá os novos hábitos.

 A pandemia acelerou o processo previsto para as próximas décadas nos últimos dois anos.

Congestionamentos deram lugar às ruas vazias, conveniência, conforto e segurança do convívio em grupo em ameaça de aglomeração.

O modelo de vida nos apartamentos condenou famílias ao confinamento despertando a necessidade e a importância da proximidade com a natureza. A resistência de adaptação para abandono dos hábitos e da infraestrutura urbana foi vencida pelo desejo de liberdade e qualidade de vida.

Todo excesso reflete um distúrbio e o caminho do meio depende de equilíbrio para que seja possível desenvolver sintonia para compreensão, integração e cooperação produtiva.

A dinâmica do agora distancia cada vez mais os indivíduos que anulam suas percepções na angústia insaciável de atender desejos exagerados. Como um parafuso torto que demanda mais esforço para apertá-lo e desperdiça energia vital danifica tanto parafuso, quanto a rosca.

Populações globais dependentes de multinacionais que por sua vez dependem cada dia mais da redução de custos com a automatização de processos como forma de aumentar a competitividade.

Um modelo centenário da primeira revolução industrial segue no mesmo ritmo e na mesma direção concentração produtiva e dependência de financiamento.

Como a terra exaurida pela monocultura perde seus nutrientes, o sistema financeiro de exaustão impacta os ciclos produtivos concentrado nas extremidades.

Vivemos um momento de disrupção, de transformação, temos a oportunidade de realizar as mudanças necessárias em direção a novos modelos e diversificar os formatos com novos ecossistemas integrados em sinergia.

A pandemia reforça a relevância histórica desse momento, essas transformações dependem de novas atitudes individuais e coletivas, testemunhamos mudanças culturais significativas, de retratações históricas necessárias, compreensão e aceitação das diferenças para conseguirmos dar os próximos passo em direção ao futuro.

Futuro da diversificação, da pluralidade, da cooperação, as únicas certezas que demonstram os caminhos dos melhores resultados.

 

Até Breve.