A humanidade vive mais uma transformação cultural, mais
subjetiva e mais profunda do que as anteriores. Subjetiva porque é digital,
parte tangível da confiança no mundo foi elevado a nuvem, mais profunda porque diferente
das anteriores facilitaram a forma como vivemos, esta definirá os novos hábitos.
Congestionamentos deram lugar às ruas vazias, conveniência, conforto e segurança do convívio em grupo em ameaça de aglomeração.
O modelo de vida nos apartamentos condenou famílias ao confinamento despertando a necessidade e a importância da proximidade com a natureza. A resistência de adaptação para abandono dos hábitos e da infraestrutura urbana foi vencida pelo desejo de liberdade e qualidade de vida.
Todo excesso reflete um distúrbio e o caminho do meio depende de equilíbrio para que seja possível desenvolver sintonia para compreensão, integração e cooperação produtiva.
A dinâmica do agora distancia cada vez mais os indivíduos que anulam suas percepções na angústia insaciável de atender desejos exagerados. Como um parafuso torto que demanda mais esforço para apertá-lo e desperdiça energia vital danifica tanto parafuso, quanto a rosca.
Populações globais dependentes de multinacionais que por sua vez dependem cada dia mais da redução de custos com a automatização de processos como forma de aumentar a competitividade.
Um modelo centenário da primeira revolução industrial segue no mesmo ritmo e na mesma direção concentração produtiva e dependência de financiamento.
Como a terra exaurida pela monocultura perde seus nutrientes, o sistema financeiro de exaustão impacta os ciclos produtivos concentrado nas extremidades.
Vivemos um momento de disrupção, de transformação, temos a oportunidade de realizar as mudanças necessárias em direção a novos modelos e diversificar os formatos com novos ecossistemas integrados em sinergia.
A pandemia reforça a relevância histórica desse momento, essas transformações dependem de novas atitudes individuais e coletivas, testemunhamos mudanças culturais significativas, de retratações históricas necessárias, compreensão e aceitação das diferenças para conseguirmos dar os próximos passo em direção ao futuro.
Futuro da diversificação, da pluralidade, da cooperação, as
únicas certezas que demonstram os caminhos dos melhores resultados.
Até Breve.
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