quinta-feira, 17 de março de 2022

Torcida Brasileira

 Demokratía sistema de manifestação pelo voto popular surgiu no século V a.C na Grécia em Atenas capital política e cultural da época. Dois mil quinhentos e vinte e dois anos depois seguimos o mesmo modelo de escolha político.  

De 4 em 4 anos testemunhamos a mesma superficialidade das campanhas eleitorais que reduzem problemas profundos em promessas instantâneas sem fundamento que iludem os cada vez mais carentes pela promessa de atenção ao desejo das necessidades básicas.

Disputas cada vez mais parecidas as arquibancadas de futebol, não pelas chaves e pontuação dos campeonatos que são um modelo eficiente, mas infelizmente no comportamento dos eleitores cada vez mais semelhante a torcedores irracionais que levam as últimas consequências a defesa de ideias fantasiosas inalcançáveis.

Da queda do império as disputas do café com leite a revolução de 32 permanecemos em guerra entre a falta de unidade, divididos entre a e compreensão do que é importante e as prioridades mais urgentes, entre transformar as perspectivas de um país defasado economicamente e dividas históricas sociais.

Há 26 séculos os Gregos inventaram a democrática, desde então tudo evoluiu incomparavelmente, apenas no último século vivemos as transformações da revolução industrial a revolução dos meios digitais e a maneira como exercemos a principal função de uma sociedade permanece da mesma forma.

Todos possuem argumentos contundentes para defender cegamente seus candidatos, que desprezam a necessidade de consenso baseada nos modelos administrativos e ferramentas gerenciais mais recentes  as complexas necessidades atuais.

A ignorância sempre foi fator determinante de todas as eleições brasileiras, não a toa chegamos onde chegamos, o fundo do poço da civilização tem alçapão, amizades desfeitas, brigas em família pela necessidade de impor seus desejos desprezando qualquer opinião contrária com efeito efetivo na vida dos brasileiros.

Nossa sociedade depende de mudanças estruturais profundas das quais ninguém suscita confiança necessária para realizarem tais demandas. Os desafios incluem a recuperação econômica, reparo das distorções históricas sociais e inserção na competitividade global em meio a maior transformação de mercado desde a 1º revolução industrial.

Precisamos de todo empenho para não perdemos mais tempo, além dos períodos eleitorais para formar um amplo e diversificado colegiado que priorizem os pontos fundamentais a serem sanados estabelecendo uma linha produtiva de evolução e confiança para erradicarmos de vez modelos pré-históricos de protecionismo improdutivo de uma economia parasitária das rachaduras do poder.

O Brasil tem mais faculdades de Direito do que todos os países no mundo, juntos. Existem 1.240 cursos superiores para a formação de advogados em território nacional enquanto no resto do planeta a soma chega a 1.100 universidades.

Para quem ainda é necessário explicar que há algo muito errado nesses dados, realmente só resta a torcida.


Até breve. 

sexta-feira, 11 de março de 2022

Abelhas não perdem tempo explicando para Moscas que mel é melhor que bulshit

Recurso é fator de sobrevivência, dependência ou poder, a busca incansável pela descoberta e posse de recursos determina o grau de sucesso ou subserviência que determinam as relações humanas.

A ganância superou a liturgia na pressa por resultados imediatos a qualquer custo que ilustra o empobrecimento cultural, reduziu a sustentação literária dependente do hábito lento da leitura as claques da audiência dos likes de seguidores que buscam a confirmação das suas próprias ideais esvaziando a construção do pensamento, inviabilizando a evolução da sociedade.

O esforço de conteúdos complexos não é pareô para facilidade dos instintos que alimentam a audiência individualizada na mais ampla variedade de canais simpatizantes, pets, saudáveis, obcecados pela produtividade e ambientalistas até mesmo os positivos tóxicos, cada um defendendo seus argumentos fundamentado na sede da sua audiência. Nada de errado na medida que suas convicções não sejam sustentadas nas bases dos instintos de cancelamento do contraditório.

Troca de ideias demanda empatia, se colocar no lugar do outro como forma de compreender seus pontos, suas dores e seus argumentos. Condição que pode ser natural para algumas pessoas, mas, muito difícil para outras. Há pessoas que mesmo orientadas não compreendem o que deve ser feito, imagina para entendimento e compreensão do outro.

Nossa base cultural sustenta a individualidade autônoma, você pode, você consegue, uma independência ilusória que causa diversos tipos de dissonâncias e em grau máximo o bloqueio da compreensão coletiva, que em alguns casos, sustentam o individualismo como natureza de sobrevivência. O ser humano é totalmente depende de outros para sobreviver nos seus primeiros anos de vida, mas não estamos acostumados a sermos acolhidos em nossos desejos, até porque a vida nos impõe o senso de injustiça natural difícil de compreender quanto mais explicar e que por si só depende da maturidade de cada indivíduo para lidar com verdades inconvenientes.

Dessa forma, como convencer alguém que se julga injustiçado pela vida que outra pessoa esta certa sob determinado assunto que ela enxerga como mais uma injustiça? Por outro lado, interpretar manifestações que apontam as distorções intencionais que ampliam essas injustiças como amargura é o outro lado da zona de conforto e confronto com quem se nega se coloca no lugar do outro.         

A partir dessa disputa velada entre capacidade e recursos desenrolamos um tecido social extremamente frágil e complexo de atitudes coniventes com os meios desde que justificados pelos seus fins.

O tempo de Ruy Barbosa foi parar nas prateleiras literárias de história, contestações eruditas substituídas pela agressão verbal chulas, discursos aula de 4 horas na tribuna do senado federal de vocábulo sofisticado deram lugar a interpretação rapidinha de argumentos explícitos.

Não há defesa que justifique o ataque, até por que o convencimento depende da empatia, e o ultimo agredido que ofereceu a outra face já consta fora de combate há mais de 2022 anos.




Até breve,