Demokratía sistema de manifestação pelo voto popular surgiu no século V a.C na Grécia em Atenas capital política e cultural da época. Dois mil quinhentos e vinte e dois anos depois seguimos o mesmo modelo de escolha político.
De 4 em 4 anos testemunhamos a mesma superficialidade das
campanhas eleitorais que reduzem problemas profundos em promessas instantâneas sem
fundamento que iludem os cada vez mais carentes pela promessa de atenção ao
desejo das necessidades básicas.
Disputas cada vez mais parecidas as arquibancadas de futebol,
não pelas chaves e pontuação dos campeonatos que são um modelo eficiente, mas infelizmente
no comportamento dos eleitores cada vez mais semelhante a torcedores irracionais
que levam as últimas consequências a defesa de ideias fantasiosas inalcançáveis.
Da queda do império as disputas do café com leite a
revolução de 32 permanecemos em guerra entre a falta de unidade, divididos
entre a e compreensão do que é importante e as prioridades mais urgentes, entre
transformar as perspectivas de um país defasado economicamente e dividas
históricas sociais.
Há 26 séculos os Gregos inventaram a democrática, desde
então tudo evoluiu incomparavelmente, apenas no último século vivemos as transformações
da revolução industrial a revolução dos meios digitais e a maneira como exercemos
a principal função de uma sociedade permanece da mesma forma.
Todos possuem argumentos contundentes para defender cegamente seus
candidatos, que desprezam a necessidade de consenso baseada nos
modelos administrativos e ferramentas gerenciais mais recentes as complexas necessidades atuais.
A ignorância sempre foi fator determinante de todas as eleições
brasileiras, não a toa chegamos onde chegamos, o fundo do poço da civilização
tem alçapão, amizades desfeitas, brigas em família pela necessidade de impor seus
desejos desprezando qualquer opinião contrária com efeito efetivo na vida dos brasileiros.
Nossa sociedade depende de mudanças estruturais profundas
das quais ninguém suscita confiança necessária para realizarem tais demandas. Os
desafios incluem a recuperação econômica, reparo das distorções históricas sociais
e inserção na competitividade global em meio a maior transformação de mercado
desde a 1º revolução industrial.
Precisamos de todo empenho para não perdemos mais tempo, além
dos períodos eleitorais para formar um amplo e diversificado colegiado que
priorizem os pontos fundamentais a serem sanados estabelecendo uma linha
produtiva de evolução e confiança para erradicarmos de vez modelos pré-históricos
de protecionismo improdutivo de uma economia parasitária das rachaduras do
poder.
O Brasil tem mais faculdades de Direito do que todos os
países no mundo, juntos. Existem 1.240 cursos superiores para a formação de
advogados em território nacional enquanto no resto do planeta a soma chega a
1.100 universidades.
Para quem ainda é necessário explicar que há algo muito
errado nesses dados, realmente só resta a torcida.