Somos avaliados pela capacidade de agregar talentos, conhecimentos e gerar benefícios, contribuição à saciedade.
Mas somente nós sabemos os caminhos percorridos, sejam intencionais ou involuntários cada um de nós é o resultado da bagagem que acumulamos de conhecimentos e experiências que determinam nossas atitudes nossas escolhas e nossos interesses.
Nenhum peixe pode ser avaliado pela capacidade de subir em árvores. Entre nossas deficiências e nossos talentos existe uma lacuna chamado aprendizado. Tanto o aprendizado técnico que desenvolve conhecimento, quanto habilidades o que chamamos de talentos dependem da consciência para combinar dom e base técnica capaz de atingir a perfeição.
Esse é o verdadeiro motivo, essa é a razão pela qual nos levantamos, o que nos mantém vivos seguindo em frente superando desafios e obstáculos. No mais são distrações que desviam nossa atenção do objetivo que é superar nossas deficiências, desenvolver conhecimento, aprender habilidades para atingir a perfeição, ou seja, um caminho virtuoso de constante desenvolvimento.
Esse processo é particularmente individual, porque todos somos capazes de observar as deficiências dos outros diante dos ideias comuns, mas muito poucos, são capazes de identificar as batalhas individuais que cada um supera todos os dias para seguir em frente.
Nos habituamos a nos movimentar em blocos que determinam o grau, o nível de avaliação individual com base no coletivo. Confundimos convivência em sociedade com objetivo de vida.
Cada escolha pessoal é baseada intrinsicamente nas experiências individuais, local de nascimento, base familiar, convivência com outras pessoas, amigos, relacionamentos que provavelmente, mas, não necessariamente, determina o ambiente, no sentido de ser influenciado ou influenciando quem nos cercam.
Esses blocos ganham o peso, notoriedade, alcance, voz de suas manifestações em grupo. A formação desses blocos explica a evolução humana que depende da capacidade de cooperação para superar os desafios básicos da fragilidade humana e sobreviver num ambiente rústico.
Cada um desses grupos possui uma verdade, que a partir da escolha de um líder, um grupo de pessoas passa a reproduzir seus valores como forma de se fortalecer e, de certa forma, se manter vivo.
Mas da mesma forma que as dificuldades individuais nos fragilizam ao ponto de sermos induzidos a perseguir objetivos que não necessariamente estão alinhados com nossos desejos, em grupo, a sustentação dessas verdades se torna um mantra, de quem?
A confusão individual com a complexidade de coisas do mundo atual só não é maior que a desorientação coletiva na perseguição de objetivos aleatórios imediatistas.
Uma confusão pautada no encurtamento da observação das causas, distanciada das necessidades de evolução da sociedade condenada numa verdade individualizada de grupos com conclusões precoce distorcidas.
A violência em defesa do amor, a ignorância na imposição da cultura escrevem a infertilidade de ideias nos discursos coletivizados fragmentados.
Nada será como antes, antes nada foi como agora. Poetas escreveram diversas histórias, historiadores registram diversos dramas ao longo da história.
O mundo já viu Imperadores sanguinários, Reis tirânicos, passou por tragédias coletivas, pandemias e milhares de desgraças individuais.
Mas o que assistimos agora é espetáculo do desespero, da falta de propósito, da limitação de horizonte que não enxerga a batalha, e decreta o fim do mundo.
Toca fogo Nero!
Até breve, ou não.