Nossa visão nunca foi tão estreita, obtusa, bitolada. Temos o mundo na palma da nossa mão e preferimos fixar o olhar para a ponta do nosso próprio pé, no máximo, uma espiada para grama do vizinho.
Nosso desespero é tanto, o desamparo, a decepção, um trauma que apenas uma terapia coletiva entre frustrados, seguidores, fanáticos e equilibrados poderia conscientizar a razão, e quem sabe neutralizar a histeria coletiva.
Redes sociais apenas apimentam esse caldeirão de distrações e falta de foco para confundir ainda mais na separação entre joio e o trigo, do que é realmente importante para o que é urgente, e incentivam a descrença na solidez da cultura nacional a ponto de acharem que 4 anos serão capazes de acabar com a educação, aniquilar a cultura ou deturpar nossa língua.
Cultura é um conceito sólido, difícil de mudar, crenças são tão arraigadas que demandam mais que esforço e muitos não conseguem acompanhar os padrões exigidos, as tendências ou as transformações em processo, dessa forma, quanto mais distante o ideal, mais propício a formação de novas vertentes com códigos distintos de características individualizadas.
Educação, como bem sabemos, não se faz de um dia para o outro, infelizmente, somente após gerações constatamos os resultados que falta dela é capaz de produzir. Sobrecarregada pela ausência de respeito, quando professores são agredidos no ambiente escolar, questionada de sua sua origem, se educação começa em casa num país com profundas lacunas familiares ou é dever acadêmico, em verdade é que o ensino não cabe nas metodologias analógicas, são deficientes para era da singularidade e inteligência artificial.
Antigas metodologias não despertaram o interesse de boa parte de uma geração que hoje se sabe , negligenciados pela inexistência de diagnósticos como TDHA, hoje abertamente e amplamente remediados, sofreram e sofrem as consequências da exclusão do modelo padrão, seja pela hiperatividade, pela dificuldade de leitura que comprometia a escrita e por ai vai uma leva de maus alunos desprezados pelas instituições e acadêmicos por pura ignorância social.
Tão pouco desenvolve as características individuais necessárias para os novos desafios, assistimos enfileirados em sala a reprodução da antiga linha de montagem a quem servia disciplina e subserviência a decadência do desenvolvimento humano.
Abraham Maslow, um dos autores da psicologia humanista, sendo considerada a terceira força da psicologia, depois da psicanálise e do comportamentalismo, tem como características principais a avaliação de cada sujeito como ser único e da análise deste levando em conta tudo que o envolve. Tem como base o entendimento e a perceção/interpretação subjetiva do mundo pelo indivíduo, diferentemente da psicanálise que tem como objecto de estudo o inconsciente e do comportamentalismo que considera a relação estímulo-resposta a que molda os indivíduos.
Em 1954, Maslow publicou “A Theory of Human Motivation”. Esta obra aborda a teoria da Hierarquia das Necessidades que começou com o seu estudo observacional de macacos. Percebeu que estes faziam escolhas comportamentais com base nas suas necessidades pessoais. Por exemplo, os macacos tornavam-se mais agressivos quando estes não tinham comida, por outro lado, tornavam-se seres mais sociais e dóceis com os outros após satisfazerem a suas necessidades fisiológicas.
O estudo descreve que a dominância de determinados seres depende do reconhecimento da superioridade dos envolvidos com base no atendimento de suas necessidades básicas. Dessa forma, indivíduos satisfeitos com a sua situação tornam-se dóceis, indivíduos insatisfeitos tendem a questionar o estado de coisas.
Acredita-se que a motivação é algo pessoal e intransferível, dessa forma, a medida que cada etapa e saciada, o indivíduo desperta natural interesse pelo próximo a fim de manter-se em constante evolução a medida que seu espaço e ambiente o permitam. Há um ditado que o peixe cresce de acordo com o tamanho do aquário.
Um ambiente fértil, de perseverança, que respeite a dignidade dos indivíduos, possibilite ascensão dos seus cidadãos com o mínimo de interesse de prestar seu serviço de forma adequada, regularizada, financeiramente viável, economicamente estável, politicamente equilibrado se torna socialmente inclusivo e operacionalmente rentável.
Quando muros econômicos são derrubados, trincheiras setoriais soterradas, e a competitividade acessível a todos que realizam um bom trabalho a engrenagem ganha vida própria num passe de mágica e a teoria da mão invisível de Adam Smith acontece quando a competitividade beneficia o consumidor pela redução das margens de lucro. Exige maior eficiência por parte das empresas e oportunidade com o lançamento de novos produtos a medida que o mercado se expande.
Assim é a ideia da liderança, em time que esta vencendo não se mexe, mas, a medida em que a fragmentação social se capilariza em centenas de grupos individualizados pelas dificuldades intransponíveis de um estado e outro a unificação em torno do bem comum se dissipa e a popularidade das manchetes assume o papel decisor ilustrando o que temos de pior, nossa frustação de que não apenas pode, mas vai piorar, e ja que isto é um fato, quero ser o primeiro a estar do lado certo, disse aquele que diz não ter lado.
Ouve-se que vivemos um apagão de lideranças, discordo lateralmente. É verdade que cada vez mais figuras despreparadas assumem instantaneamente o bastão de salvador, consequência de uma sociedade mantida infantilizada, mas, o verdadeiro apagão que vivemos é de PROPÓSITO!
#⚠Alerta
Até Breve.
sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020
Walking Factory Dead
Todo ciclo tem início numa causa anterior ao momento eureca de inovação para lançamento de novos produtos, modelos de gestão, novos processos competitivos que geram euforia na medida dos seus efeitos, ou seja, bons resultados geram satisfação, recompensa imediata e um sentimento de superioridade que logo desperta o interesse e o desejo de todos no seu raio de alcance, envolvidos diretos ou indiretos, todos se tornam publicitários dos novos feitos.
Não tarda aliados, interessados até concorrentes copiarem imediatamente tal feito revolucionário todos fugindo do posto de lanterna e acompanhar a lança da vanguarda para igualar seus resultados buscando as mesmas recompensas e o mesmo sentimento de superioridade que o credencia na esfera da individualidade neste mundo populoso. Poucos seres, humanos únicos, alguns poucos retratados pela literatura, catalogados em inúmeras referências bibliográficas ocupantes vitalício do posto de mentes brilhantes de sua época, exibem o poder, status e riqueza almejado por tantos outros meros mortais, humanos ordinários que invejam o gostinho da imortalidade.
Aprendemos na universidade que Frederick Taylor iniciou os conceitos administrativos fora da academia pisando no chão de fábrica adotando o conceito repetição produtiva, depois Henry Fayol sistematizando o processo de automação de produção que muito contribuiu para que Henry Ford inovasse no processo de montagem atingindo o ápice da produtividade industrial. Trabalhadores manuais com funções específicas posicionados em linhas de montagem, que inspirou o clássico filme de Charlie Chaplin, Tempos Modernos, numa crítica ao trabalho braçal repetitivo.
O pós-guerra permitiu a sofisticação dos processos nos modelos de automação industrial com a humanização das funções e a valorização do indivíduo elevado ao posto de trabalhador do conhecimento, termo cunhado por Peter Drucker para descrever uma nova era funcional de distribuição da responsabilidade e desenvolvimento produtivo.
A roda gigante do processo evolutivo econômico não para, no entanto, o que percebemos é que o horizonte de possibilidades afunilou em um modelo único de preço, mais por menos. Nos tornamos obcecados em bens de consumo cada vez mais obsoletos e constantemente desatualizados, refletimos a decadência de setores inteiros que pautaram matrizes econômicas de países como o Brasil, repetindo anestesiadamente ao vendedor que o carro que estamos comprando perderá 30% de seu valor assim que sair da concessionária.
Isso, de forma alguma é uma crítica ao mercado, pelo contrário, minha função, da qual tenho orgulho, é unir criadores, produtores de valor aos desejos e necessidade de interessados para desenvolvermos uma sociedade próspera e equilibrada, mas, inevitavelmente limitada para atender a ânsia de nos individualizar, nos distanciamos do empenho nas causas e nos eternizamos nos efeitos do agora reduzindo o universo de possibilidades unicamente em preço.
Assumimos a desvalorização como modelo de sociedade quando perdemos a capacidade de nos importar com o mundo a nossa volta, perdemos valor sistematicamente quando ignoramos problemas coletivos para satisfazer desejos imediatos. Se não tratarmos as causas os efeitos continuarão pautar nossa agenda medicados ou alienados por impulso.
Nesse modelo a China cumpre com eficiência o papel de fornecedor do mundo, ninguém se importa como eles conseguem produzir tanto a tão baixos custos, até que um ocidental tenha que trabalhar sob o regime oriental.
#⚠Alerta
Até Breve.
"O planejamento não diz respeito às decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes" Peter Drucker
Não tarda aliados, interessados até concorrentes copiarem imediatamente tal feito revolucionário todos fugindo do posto de lanterna e acompanhar a lança da vanguarda para igualar seus resultados buscando as mesmas recompensas e o mesmo sentimento de superioridade que o credencia na esfera da individualidade neste mundo populoso. Poucos seres, humanos únicos, alguns poucos retratados pela literatura, catalogados em inúmeras referências bibliográficas ocupantes vitalício do posto de mentes brilhantes de sua época, exibem o poder, status e riqueza almejado por tantos outros meros mortais, humanos ordinários que invejam o gostinho da imortalidade.
Aprendemos na universidade que Frederick Taylor iniciou os conceitos administrativos fora da academia pisando no chão de fábrica adotando o conceito repetição produtiva, depois Henry Fayol sistematizando o processo de automação de produção que muito contribuiu para que Henry Ford inovasse no processo de montagem atingindo o ápice da produtividade industrial. Trabalhadores manuais com funções específicas posicionados em linhas de montagem, que inspirou o clássico filme de Charlie Chaplin, Tempos Modernos, numa crítica ao trabalho braçal repetitivo.
O pós-guerra permitiu a sofisticação dos processos nos modelos de automação industrial com a humanização das funções e a valorização do indivíduo elevado ao posto de trabalhador do conhecimento, termo cunhado por Peter Drucker para descrever uma nova era funcional de distribuição da responsabilidade e desenvolvimento produtivo.
A roda gigante do processo evolutivo econômico não para, no entanto, o que percebemos é que o horizonte de possibilidades afunilou em um modelo único de preço, mais por menos. Nos tornamos obcecados em bens de consumo cada vez mais obsoletos e constantemente desatualizados, refletimos a decadência de setores inteiros que pautaram matrizes econômicas de países como o Brasil, repetindo anestesiadamente ao vendedor que o carro que estamos comprando perderá 30% de seu valor assim que sair da concessionária.
Isso, de forma alguma é uma crítica ao mercado, pelo contrário, minha função, da qual tenho orgulho, é unir criadores, produtores de valor aos desejos e necessidade de interessados para desenvolvermos uma sociedade próspera e equilibrada, mas, inevitavelmente limitada para atender a ânsia de nos individualizar, nos distanciamos do empenho nas causas e nos eternizamos nos efeitos do agora reduzindo o universo de possibilidades unicamente em preço.
Assumimos a desvalorização como modelo de sociedade quando perdemos a capacidade de nos importar com o mundo a nossa volta, perdemos valor sistematicamente quando ignoramos problemas coletivos para satisfazer desejos imediatos. Se não tratarmos as causas os efeitos continuarão pautar nossa agenda medicados ou alienados por impulso.
Nesse modelo a China cumpre com eficiência o papel de fornecedor do mundo, ninguém se importa como eles conseguem produzir tanto a tão baixos custos, até que um ocidental tenha que trabalhar sob o regime oriental.
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Até Breve.
"O planejamento não diz respeito às decisões futuras, mas às implicações futuras de decisões presentes" Peter Drucker
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